Sábado, 02.04.11

Abril

publicado por Miguel Morgado às 16:15 | comentar | partilhar

"España es el paraíso del dopaje"

publicado por Fernando Martins às 14:59 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Lixo

publicado por Fernando Martins às 12:12 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Cachimbos de lá


Pablo Picasso, Nu Feminino e Fumador, 1968.
publicado por Pedro Picoito às 00:00 | comentar | partilhar
Sexta-feira, 01.04.11

Rir com coisas sérias

Um video a não perder na Ortodoxia.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 23:45 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Bunker mentality

No comentário político americano é frequente encontrarmos esta expressão. Costuma-se utilizar quando se perde a noção da realidade do mundo exterior e não se consegue comunicar para lá da base de apoiantes. Pelo que tenho observado nestes recentes dias, o núcleo duro do Governo parece estar mergulhado nesta fase.

A sua escolha, cada vez mais evidente, de transformar Cavaco Silva num dos alvos da sua estratégia eleitoral, denota isso mesmo. Ao criticarem violentamente o Presidente da República, conforme se pode observar em várias declarações de dirigentes socialistas, podem entusiasmar a sua base eleitoral. Mas, e ao mesmo tempo, estão também a atacar o eleitorado do centro político que reelegeu Cavaco Silva há pouco tempo. O discurso, de fuga para a frente e culpabilização de terceiros pelos próprios erros, também motiva o próprio eleitorado. Os ataques ao neoliberalismo, a Cavaco ou ao papão da direita, também pode servir para recuperar alguns votos aos partidos da esquerda radical. Mas tudo isto não chega para ganhar. Se não conseguem ver isso, é porque já não conseguem sair do buraco comunicativo em que se meteram.

No entanto, existe outra hipótese a esta aparente bunker mentality. Os líderes do PS já perceberam que não têm possibilidades de vencer, e estão a apostar numa política de terra queimada, tentando segurar o maior número de votos possível. É uma outra opção. Mas o resultado será o mesmo. Resta ao PSD ser competente durante a campanha eleitoral.
publicado por Nuno Gouveia às 22:04 | comentar | partilhar

Visto de fora, neste caso no FT Alphaville (vida selvagem)

Isto comentado aqui: Indeed Portugal had been playing brinkmanship with the eurozone for months.

Brinkmanship. Um dia é capaz de vir a ser muito interessante ler as memórias da Srª Merkel, o capítulo dedicado ao delinquente que governava Portugal em 2011.
publicado por Jorge Costa às 20:11 | comentar | partilhar

Portugal sob sequestro (Fitch esmaga rating para a beira do lixo)

"A severidade do ‘downgrade', de três níveis, reflecte sobretudo a preocupação da Fitch de que um pedido de ajuda externa é agora menos provável no curto prazo depois do anúncio, ontem, da realização de eleições a 5 de Junho", escreve Douglas Renwick, responsável da agência de notação financeira, num comunicado enviado à comunicação social. Aqui.

O período eleitoral será, com toda a probabilidade, a nossa expedição à Sicília. Como se sabe, nem a expedição acabou bem, nem o demagogo teve um final feliz, segundo Plutarco. E se a repetição do padrão não pode ser evitada, pois que seja repetido. Com todo o amor fati.
publicado por Jorge Costa às 18:54 | comentar | partilhar

Seis anos, três meses e quinze dias

Dois meses e três dias.
Dois meses e três dias para explicar o que nos fizeram nos últimos seis anos, três meses e quinze dias.

Dois meses e três dias para clamar que após seis anos três meses e quinze dias, José Sócrates deixa-nos apenas dívidas, impostos e os cortes mais violentos de que há memória.

Dois meses e três dias para justificar que depois de seis anos três meses e quinze dias, José Sócrates deixa-nos mais de 2 milhões de pobres e mais de 600.000 desempregados.

Dois meses e três dias para esclarecer que depois de seis anos três meses e quinze dias um em cada quatro jovens não tem emprego.

Dois meses e três dias para protestar que depois de seis anos três meses e quinze dias José Sócrates deixa-nos um país onde os mais novos não conseguem ficar e são obrigados a partir e a deixar a sua terra, casa, família e amigos.

Dois meses e três dias para expressar que depois de seis anos três meses e quinze dias José Sócrates deixa-nos um País envelhecido onde as crianças não nascem.

Dois meses e três dias para compreender que depois de seis anos três meses e quinze dias José Socrates deixa-nos um País que não produz, não cresce e que se afunda num fosso longe da Europa. Sem indústria nem agricultura e cada vez mais desigual.

Dois meses e três dias para gritar que após seis anos três meses e quinze dias estamos com uma despesa sem controlo que devora todo o nosso esforço de trabalho.

Dois meses e três dias para recordar que depois de seis anos três meses e quinze dias deixam-nos a dívida externa com o nível mais alto dos últimos 160 anos em que cada português, homem, mulher ou criança herda uma dívida do Estado de 15.000 Euros. Temos apenas 64 dias para recordar, manifestar, gritar, clamar o legado que nos deixaram dos últimos 2296 dias.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 17:47 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Bravo! (2)


Excerto da Reuters acerca do bem sucedido leilão de dívida pública:


"Lisboa está agora a pagar, por um empréstimo a 15 meses, uma taxa de juro mais elevada que a Espanha para empréstimos a 10 ano - uma clara indicação do risco que os investidores agora associam a Portugal(...) Richard McGuire, um especialista em dívida do Rabobank, referiu que apesar do leilão de Sexta (01/04) ter demonstrado que Lisboa ainda podia aceder aos mercados em caso de necessidade, a tendência não era animadora. "Na prática, (Portugal) está insolvente - ie está claramente numa situação em que a dívida está a ser emitida para cobrir o serviço da dívida [ie, juros e capital], o que resulta num [efeito] "bola de neve" de dívidas", disse
publicado por Miguel Noronha às 17:15 | comentar | partilhar

What's in a Name?

No início da sua enorme The Rise and Fall of the Third Reich, William Shirer coloca uma pergunta que suscita a incomodidade da dúvida, mas não parece impertinente. A questão é: se o apelido de Hitler fosse "Schicklgruber", como teria sido se, muito tardiamente, o avô Hitler não tivesse reconhecido a paternidade do pai de Adolfo, teria o ascenso de Hitler ao poder sido possível? De facto, nota Shirer, "Heil, Schicklgruber!" é mais difícil do que "Heil, Hitler!", e não convém desprezar estas coisas mínimas. Os danados bracinhos levantados teriam uma mecânica mais complicada. E o próprio sinistro personagem em questão manifestou amplo contentamento pela alteração onomástica. Lembrei-me desta história pelo facto de o nosso primeiro-ministro, por uma infelicidade maior, se chamar "José Sócrates". Se os pais fossem classicistas, e além disso tivessem poderes divinatórios, deveriam ter-lhe chamado "José Alcibíades". Alcibíades, como se sabe - a história vem narrada em todos os detalhes no Livro VI da História da guerra do Peloponeso de Tucídides -, conduziu os atenienses à desgraça por via da decisão da expedição à Sicília. A disputa entre Nícias, que a essa decisão se opunha, e Alcibíades, é paradigmática de como o apoio das massas (falemos assim) seduzidas por um demagogo pode conduzir à catástrofe.


Não tenho obviamente a certeza que o simples nome "Alcibíades" conduzisse a derrotas eleitorais este nosso pouco estimável José. Mas se calhar aquelas duas sílabas a mais ainda tinham um efeitozinho. Um efeitozinho muito benéfico para o nosso pobre país.
publicado por Paulo Tunhas às 15:07 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

"Estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima"

Sem tirar nem pôr.
publicado por Jorge Costa às 14:35 | comentar | partilhar

"Portugal" rapta Portugal (act.)

O Presidente da República entende que o Governo pode pedir ajuda externa, o líder da oposição afirma respeitar os compromissos que Portugal acordar no âmbito da ajuda externa, a Comissão Europeia há quinze dias que faz saber que o Governo, do ponto de vista de Bruxelas, pode pedir ajuda externa, a conselheira do FMI acha que só um milagre poderia evitar a necessidade do recurso à ajuda externa, o presidente do Eurogrupo considera que é uma questão de Lisboa definir quem é competente para pedir ajuda externa, o BCE julga que é "uma decisão que só Portugal pode tomar". "Portugal", porém, acha que não tem

- "legitimidade";
- "condições";
- "poder";
- e "a credibilidade que é necessária para poder merecer a confiança que é necessária por parte das entidades externas que nos podem ajudar".

Está finalmente claro por que razão o "Portugal" enterrou, no exacto momento em que enterrou, Portugal numa crise política?

P.S.: Este pobre coitado, coitado, caiu em turpor infra-abrantino. Também já não tem nada a perder. Nem uma réstea de reputação.
publicado por Jorge Costa às 13:03 | comentar | partilhar

O lixo de Sócrates



José Sócrates faz lembrar aquelas donas de casa que repetem às visitas que está tudo limpo mas escondem o lixo debaixo dos tapetes e dos sofás.

Hoje no CM
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 12:37 | comentar | partilhar

A nova maioria

O Expresso e a Rádio Renascença acabam de anunciar a primeira grande sondagem com trabalho de campo realizado já após a demissáo do Governo.

O PSD tem mais votos do que o resultado do PS de 2009 e o CDS cresce em relação às ultimas eleições. Com este resultado PSD e CDS elegeriam mais de metade dos deputados.

Se é essencial que exista à direita do PS uma maioria parlamentar é igualmente importante que a nova maioria reúna mais de 50% dos votos expressos. Só assim o novo governo actuará como mandatário de uma maioria não só parlamentar mas também social e popular. Para o que é necessário fazer em Portugal metade dos deputados é pouco. É necessário a legitimidade popular conferida pela maioria dos votos.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 11:40 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Os números negros do aborto


Duzentos e cinquenta e uma mulheres já fizeram três ou mais abortos, revela um relatório da DGS, que identifica quatro mulheres que já abortaram mais de dez vezes. Quando leio estes números (via CM) sinto um arrepio da espinha. Um arrepio pelas vidas impedidas de nascer. Só no ano passado houve 18 911 abortos praticados a pedido da mulher (se isto não é liberalização do aborto não sei o que será). Mas também por perceber que a estranha lei que aprovámos tem contribuido para um dos pontos negativos que se temia: a banalização da prática da IVG como método de planeamento familiar, acompanhada por um crescente desprezo pela vida. Esta mentalidade, tristemente infiltrada no ar do tempo, pode demorar muitos anos a contrariar.
publicado por Paulo Marcelo às 10:50 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Bravo!

Na leilão-surpresa de hoje, que apenas foi marcado após assegurarmos que tinhamos compradores, pagamos a bonita taxa 5.793%. São só mais 263 ponto do que no leilão de Julho. Para não falar de outras garantias o governo prefere não revelar. Mas ao menos evitou que os incompetentes tivessem que admitir o seus erros. Por mais umas semanas.
publicado por Miguel Noronha às 10:24 | comentar | partilhar

Mais consequências da crise política

Seguindo a lógica do gráfico anterior, o Prof Álvaro Santos Pereira revela aqui outra "polaroid" extremamente interessante. A dívida das empresas públicas medida em percentagem do PIB. Com a "curiosa" excepção do período 2003-05, durante a passada década este rácio aumentou cerca de 50%. O que interessa aqui referir é que o passivo das empresas públicas não é integrado nas contas do estado. Só tem impacto nestas quando há transferência do OE para as empreas. Estes números podem (e deviam) ser somados aos do gráfico anterior. E mesmo assim ainda ficariam a faltar encargos assumidos pelo estado por outros meios.


Podemos até imaginar um hipótetico ministro das finanças (vamos-lhe chamar "Fernando" mas podia ser outro nome qualquer). O Fernando que queria abrilhantar as contas desse ano para cumprir os requesitos de uns chatos quaisquer. Era muito simples. Atrasava as transferências do OE ou vendia-lhes uns activos. Istoobrigaria as empresas endividarem-se em vez do estado e "chutava" o problema para anos vindouros.


Chama.se a isto "desorçamentação". E foi precisamente por causa destas "maningâncias" que o Eurostat mandou o estado português consolidar as contas de algumas empreas públicas no OE. Algumas, convém sublinhar.
publicado por Miguel Noronha às 09:51 | comentar | partilhar

Na série, isto também foi por causa da crise política

Antes fosse mentira. Este gráfico marca a evolução do peso da dívida pública no PIB. Isto é, o peso da dívida do estado (ou dos contribuintes) na riqueza que anualmente é produzida. É bem visível o legado do Engº Guterres e do "engº" Sócrates. No final do ano passado, a dívida assumida (sim, porque há outra oculta) quase iguala o PIB. Ultrapassa mesmo os valores do conturbado final da monarquia e da Iª República. É bem visível o estrago da governação socialista. Infelizmente somos nós e não eles que vão ter de o pagar. É criminoso. (via The Portuguese Economy)
publicado por Miguel Noronha às 09:07 | comentar | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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