Sexta-feira, 02.12.11

Obama: o Messias está em apuros

A convite do Henrique Raposo, hoje publico artigo na edição online do Expresso sobre as eleições presidenciais americanas do próximo ano.

 

Quando Barack Obama foi eleito Presidente dos Estados Unidos, poucos anteveriam um mandato tão turbulento e difícil. Uma figura transformacional e carismática que parecia destinada a mudar para sempre a face da América e do Mundo, desfigurado no papel de um mero político em apuros. Mas, a um ano das eleições presidenciais, todos os sinais apontam para o sério risco de Obama ser um Presidente de um só mandato.O especialista eleitoral Nate Silver, do New York Times, afirmou recentemente que as suas hipóteses de vitória são de 50 por cento, e esta é uma das análises mais optimistas que tenho lido. Acossado por movimentos populistas à direita (Tea Party) e à esquerda (Occupy Wall Street), Obama parte para a campanha eleitoral com índices negativos de popularidade e sem grandes motivos para alento, a acreditar em todas as previsões económicas.


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publicado por Nuno Gouveia às 14:17 | partilhar

Grande Finale (155)

 

The Heart Is a Lonely Hunter, Robert Ellis Miller, 1968

publicado por Carlos Botelho às 00:00 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Quinta-feira, 01.12.11

O orçamento e o "novo" PS

 

 

Se um deputado está tão convencido de que um diploma é inconstitucional, ao ponto de subscrever um pedido de declaração de inconstitucionalidade ao Tribunal Constitucional, o mínimo que se esperaria seria que votasse contra o referido diploma que considera inconstitucional. Mas hoje no "novo ciclo" PS tudo é possível. Uns regozijam-se pelas alterações conseguidas no debate na especialidade, mas não votam a favor de tais alterações. Outros rasgam vestes em defesa da constituição mas não votam contra o orçamento que consideram inconstitucional.

Um festival de coerência.

 

Adenda: Afinal os deputados do PS já não vão requerer a fiscalização sucessiva da constitucionalidade.

 

publicado por Pedro Pestana Bastos às 16:43 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Da série "Retratos do meu País"

 

[Vila Viçosa, 26 de Novembro de 2011]

publicado por Paulo Marcelo às 09:00 | comentar | partilhar

O mais urgente

A zona do euro precisa de reformas profundas, do tipo das detalhadas neste excelente estudo do Center For European Reform, recomendado pelo ex-cachimbo Jorge Costa.

 

Para além disso, precisa de ganhar tempo, ou para concretizar essas reformas (hipótese improvável) ou para que a desagregação do euro se dê da forma menos desorganizada possível.

 

O que é possível fazer mais rapidamente, dentro do actual enquadramento institucional, é tomar medidas de estímulo ao crescimento económico, quer orçamentais quer monetárias.

 

Enquanto a austeridade se restringia aos países que receberam ajuda, que representavam apenas 6% do PIB da zona do euro, isso não colocava em causa o crescimento do todo. Neste momento, em que a austeridade se está a generalizar, era muito importante que a Alemanha adoptasse um pacote de expansão orçamental, até para contrariar as suas fraquíssimas perspectivas de crescimento para 2012 (apenas 0,6%, segundo a OCDE).

 

Do lado monetário, era muito importante que o BCE actuasse pelo menos de duas formas. Em primeiro lugar, que descesse a sua taxa de referência dos actuais 1,25% para um valor inferior a 1% na sua próxima reunião de 8 de Dezembro. Uma mini-descida não será suficiente para transmitir aos mercados o empenho do BCE no futuro da moeda única. Os EUA e o Reino Unido, com melhores perspectivas de crescimento e piores perspectivas de inflação, há muito que têm as suas taxas próximo de zero e o BCE deveria imitá-los.

 

A segunda medida que o BCE precisa de adoptar, que já tem sido aflorada, é a concessão de empréstimos aos bancos da zona do euro a prazos alargados, substituindo-se a um mercado monetário que praticamente não está a funcionar.

 

As medidas propostas não resolvem nenhum problema de fundo, apenas se destinam a ganhar tempo. Mas se nem sequer estas medidas (ou equivalentes) vierem a ser tomadas no muito curto prazo, então não só a zona do euro fica condenada à implosão, num processo particularmente turbulento, como haverá potenciais graves consequências sobre a sobrevivência da própria EU. 

publicado por Pedro Braz Teixeira às 08:50 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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