Quarta-feira, 07.03.12

Da série "Vale a pena Ler"

In the slipstream of the Greek debt exchange, por Mitu Gulati.

 

Convém dizer que Mitu Gulati está no pólo oposto de Paul Krugman, que recebeu há dias, em Lisboa, o doutoramento honoris causa sob os holofotes mediáticos nacionais. Ambos são carismáticos, ambos têm opiniões vincadas sobre a crise das dívidas soberanas, em especial sobre o futuro da Grécia e já agora de Portugal. Visões muito distintas, diga-se. Para além disso, Krugman é economista e Gulati é jurista. O primeiro é professor de Princeton e o segundo em Duke. O primeiro já cá esteve e o segundo vem cá esta semana. Gulati dá várias entrevistas e uma conferência com o tema Sovereign Debt: Lessons from Greece na Católica de Lisboa, na próxima 6ª feira, 9 de Março, às 15 horas. A não perder por quem quer perceber um pouco mais sobre a reestruturação da dívida grega.

publicado por Paulo Marcelo às 15:41 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

'[E]m Portugal, ocorreram 80 mil abortos. [...] Este número corresponde a um estádio da luz cheio ou ao número de crianças em 500 escolas primárias.´

«Hoje, alimentados pela dúvida legítima sobre o momento exacto do início da vida, temos duas opções. A primeira opção é assumir-se pró-vida e arriscar-se, quando a dúvida for desfeita, a ser acusado de ter contribuido para a limitação da liberdade das mulheres.  A segunda opção é defender a liberdade de escolha e arriscar-se, se vier a haver consenso de que a vida de facto começa no momento da concepção, a ter sido cúmplice de uma das maiores chacinas da história da humanidade. Entre as duas opções, a que me aterroriza mais é a segunda. No primeiro caso poderemos sempre argumentar que a liberdade da mulher utilizar o seu corpo esteve sempre presente, mas apenas até ao momento da concepção. Aterroriza-me muito mais pensar que poderei estar hoje no papel do pequeno funcionário público alemão que despachava as roupas dos judeus assassinados. Aterroriza-me pensar que ao aceitar o aborto como um acto legal e, pior do que isso, banal, fui cúmplice menor no assassinato de 80 mil vidas humanas. Quando daqui a 40 anos se realizar o aborto 1,000,000, e me questionarem porque fui complacente, irei mostrar este texto. Temo que não me irá absolver por completo.»

Carlos Guimarães Pinto, honesto como poucos, n´O Insurgente.

publicado por Maria João Marques às 11:53 | comentar | ver comentários (25) | partilhar

Fim do euro (21) Incumprimento da dívida pública?

São cada vez mais as vozes que recomendam que Portugal restruture a sua dívida pública. Será possível Portugal escapar a esta restruturação? Antes de mais convém esclarecer que, apesar da palavra “restruturação” soar bem, ela é uma versão mais ou menos suave (dependendo dos termos negociados) de incumprimento da dívida, algo que tem consequências graves.

 

Perguntar se Portugal precisa de restruturar a dívida pública é equivalente a perguntar se esta dívida é sustentável. Há quatro dados relevantes para aferir da sustentabilidade da nossa dívida pública: o actual nível da dívida, “a” taxa de juro, o potencial de crescimento da economia portuguesa e o saldo orçamental necessário para garantir a sustentabilidade, dadas as restantes condições.

 

O actual nível da dívida é elevado (110% do PIB) e não é susceptível de ser alterado imediatamente. O potencial de crescimento é muito baixo (talvez inferior a 1%), poderá ser aumentado através das reformas estruturais em curso, mas os resultados são incertos, só poderão ser obtidos a médio prazo e muito dificilmente poderão alterar de forma radical as condições de sustentabilidade da dívida. Conseguir aumentar este potencial de crescimento para valores entre 2% e 2,5% seria um resultado excelente, mas isso seria muito difícil de conseguir dentro do euro e nem isso alteraria de forma significativa a sustentabilidade da dívida.

 

Em termos de taxa de juro da dívida é que há margem para melhorias substanciais, que poderão ser obtidas através da negociação com a troika. Há aqui dois aspectos a negociar. Por um lado, Portugal deveria pedir para beneficiar de taxas de juro de médio prazo mais baixas, como a Grécia conseguiu recentemente. Por outro lado, em relação às taxas de juro de curto prazo, não faz sentido que Portugal pague mais do que a taxa de referência do BCE, que está actualmente em 1% e que pode vir a baixar no futuro próximo.

 

Aqui há claramente margem para obter melhorias, sendo importante salientar que conseguir a redução da taxa de juro em um ponto percentual tem efeitos equivalentes a conseguir aumentar o potencial de crescimento em um ponto percentual, quando este segundo efeito é muitíssimo mais difícil de concretizar.

 

Alguns argumentarão que estou a sugerir o caminho fácil. Em primeiro lugar, quero enfatizar que isto não nos dispensaria de fazer as reformas estruturais que poderão aumentar o nosso potencial de crescimento, apenas nos libertaria de estarmos tão dependentes de algo que tem um impacto tão difuso, incerto e do qual só poderemos esperar resultados a médio prazo. Em contrapartida, a renegociação das taxas de juro poderia ter um efeito imediato, concreto e facilmente mensurável.

 

Em segundo lugar, é importante chamar a atenção para o facto de que o eventual fracasso da ajuda a Portugal, espelhado na necessidade de restruturar a dívida pública, não afectar apenas o nosso país. O fracasso da ajuda à Grécia é também um fracasso da troika e ter mais um resultado desastroso seria péssimo para todos os envolvidos. É do máximo interesse da troika que a ajuda a Portugal tenha condições que contribuam para o seu sucesso e não que sejam mais uma hecatombe adiada.

 

O que estou a propor em concreto? Pedir à troika para podermos ter financiamento até três anos, tal como o BCE concede aos bancos e nas condições em que o concede, mas que este dinheiro venha do fundo europeu do ajuda e não do BCE. Para não sairmos completamente do mercado, poderíamos continuar a pedir emprestado fundos no curto prazo em apenas, digamos, 20% das necessidades.

 

[Publicado no jornal “i”]

publicado por Pedro Braz Teixeira às 08:47 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Terça-feira, 06.03.12

Convite

(Clicar para ver melhor.)
publicado por Pedro Picoito às 14:46 | comentar | partilhar

Contos exemplares

 Nunca entendi porque é que Francisco Almeida Leite, homem de mão do passismo no DN, não transitou para uma qualquer assessoria de comunicação no novo Governo.

Até ontem.

Parece que é mais útil na casa das máquinas

publicado por Pedro Picoito às 11:56 | comentar | ver comentários (24) | partilhar
Segunda-feira, 05.03.12

O desastre que é a política de Justiça deste governo

Paula Teixeira da Cruz é um dos expoentes do socialismo no PSD. Sendo apoiante desde o início de Passos Coelho tornou-se inevitável que chegasse ao governo. Com a nomeação para a pasta da Justiça eu, que tenho apenas uma experiência de leiga do funcionamento da InJustiça portuguesa, pensei que ia para uma pasta onde o bom senso conta mais do que a inclinação ideológica e sendo PTC, segundo contam, uma pessoa inflexível até poderia fazer boa figura como ministra. Erro crasso meu. O ministério de PTC tem abrigado legislação que nem o assumidamente de esquerda PS teve a ousadia de implementar, como foi o caso da vergonhosa lei do enriquecimento ilícito aplicada a toda a gente e não apenas a titulares de cargos públicos, que apropria para a actual maioria o ódio visceral e a propensão persecutória do PCP a quem consegue acumular riqueza e quem é bem sucedido. Vem agora a ministra da Justiça propôr esta enormindade que o Pedro já aqui referiu. E o mais grave nem é a discriminação entre empresas comerciais com rendimentos para apresentar queixas e as que não têm. O mais grave é mesmo a mensagem que se transmite, que é praticamente a legalização do pequeno roubo nas lojas: o estado está-se marimbando para o pequeno crime se para o combater tiver de usar recursos seus.

 

E isto provém precisamente da inclinação ideológica da ministra. Como se sabe e se verifica, um estado tentacular e socialista, no seu afã de chegar a todo o lado e participar em tudo, deixa de fazer aquilo que a tem obrigação primordial: as suas funções nucleares, que contêm a Justiça. O que PTC diz é isto: virem-se sozinhos, pequenos empresários, que o estado tem mais do que fazer do que proteger-vos. E o alvo dos pequenos empresários - aquele grupo que geralmente não anda pendurado nos orçamentos do estado e que não tem dimensão para precisar de dar graxa aos políticos - também não é irrelevante, já que a esquerda (que inclui PTC) os vê com um absoluto desprezo e como merecedores de pagar bem o atrevimento de um dia terem arriscado e posto uma empresa em funcionamento. No caso, têm de pagar os roubos que lhes fazem que o estado está entretido com outros brinquedos. Sucede que os pequenos empresários, e bem, consideram que as suas empresas não são instituições de caridade e que não têm de suportar os custos acrescidos que o estado lhes impõe. Por enquanto estamos numa crise económica e as lojas, grandes ou pequenas, sobrevivem à conta das promoções que fazem, mas quando a conjuntura melhorar um bocadinho, caros consumidores, pensem que quando estão a comprar algo estão a pagar mais porque as empresas estão a diluir em quem compra os custos dos roubos que, com a ausência de risco, se tornarão crescentes. E agradeçam a Paula Teixeira da Cruz e a este governo.

 

Isto, claro, se o Presidente da República não puser onde convém os devaneios proto-comunistas da actual ministra da Justiça.

publicado por Maria João Marques às 12:11 | comentar | ver comentários (15) | partilhar

Fim do euro (20) Bundesbank aflito com fim do euro

Wolfgang Münchau publica hoje mais um importante artigo no Financial Times, em que considera que o Bundesbank não tem razões para se mostrar surpreendido com os seus problemas actuais, que decorrem da acumulação sucessiva de superavits externos da Alemanha.

 

O Bundesbank emprestou 500 mil milhões de euros ao Eurosistema (composto pelo BCE mais os restantes bancos centrais nacionais do euro) e começou a ficar nervoso, com medo que um colapso do euro coloque estes fundos em risco. Um colapso súbito do euro pode trazer perdas ao Bundesbank de cerca de 20% do PIB alemão.

 

O presidente do Bundesbank veio propor que estes créditos sejam titularizados, com colateral, isto é, com garantias reais sobre, digamos, imobiliário na Grécia e Espanha. Num momento alto do artigo, Münchau escreve que, já agora, o dirigente alemão poderia ter sugerido enviar a Luftwaffe para resolver a crise do euro.

 

Mas o mais importante vem a seguir: ao procurar um seguro tão extremo o Bundesbank está a dizer-nos que não considera que o fim do euro seja um evento com probabilidade zero de ocorrer. E se o Bundesbank está a procurar um seguro contra o fim do euro, então todos nós o deveríamos fazer também.

 

Este artigo, que aqui resumi, vem relembrar-nos que a crise do euro continua sem solução à vista, ou, melhor dizendo, que a resolução da crise pode dar-se com o fim do euro.

publicado por Pedro Braz Teixeira às 10:18 | comentar | ver comentários (9) | partilhar
Domingo, 04.03.12

Uma justiça para ricos e uma Ministra para pobres.

 

 

O Direito de Propriedade é um direito fundamental. Quem furta ou rouba comete um crime e deve ser julgado. Obrigar os comerciantes que sejam objecto de furto a constituirem-se assistentes e a deduzirem uma acusação particular contra quem furta, pagando obrigatoriamente uma taxa de justiça no valor de 102 euros* sob pena do procedimento criminal não prosseguir, é um dos  maiores ataques ao Direito de Propriedade do últimos 30 anos. Acresce que serão os pequenos comerciantes as principais vítimas. A Sonae ou a Jerónimo Martins podem, sem grande problema, instituir um procedimento interno em que quem seja apanhado a furtar seja objecto de queixa e acusação particular. Já um pequeno comerciante não tem essa possibilidade, porque a dimensão da sua operação não gera resultados que lhe permita pagar taxas de justiça e advogados. Como resultado, os furtos deverão diminuir nas grandes superfícies e aumentar junto das pequenas mercearias. Quem furta saberá optar entre numa grande superfície, onde poderá ser objecto de um procedimento criminal, e uma mercearia onde nada lhe aconterecá.   

A mesma Ministra da Justiça que insiste nesta frase, acaba por anunciar uma medida que mais não é do que consagrar uma justiça para pobres e uma justiça para ricos.

 * Valor corrigido.

publicado por Pedro Pestana Bastos às 21:09 | comentar | ver comentários (15) | partilhar
Sábado, 03.03.12

Eleições na Rússia (IV)

 

O economista e ex-primeiro ministro russo Yegor Gaidar dizia que a economia soviética no final dos anos 60 estava a entrar em ruptura e só os elevados preços da energia, no início da década de 70, a salvaram. Mas mais do que a salvação da URSS, as duas crises petrolíferas da segunda metade do século XX trouxeram a corrida ao armamento para outro patamar, a paridade nuclear, e atrevimentos bélicos de maior envergadura, como a guerra do Afeganistão.

Podem ser muitos os factores a atrapalhar a vida de Putin nos próximos meses, ou anos, mas a economia não vai ser um deles – o gás e o petróleo vão continuar a ajudar. A Rússia continuará a ser em 2030 o maior produtor mundial de gás com uma capacidade estimada de aproximadamente 822 bcm, secundada pela China com 252 bcm (estimativas da IEA).

Na leitura do programa de Putin é fácil observar “where the money goes”, não é para as grandes infraestruturas e também não é para o combate à pobreza. É, mais uma vez, o dinheiro do petróleo e do gás a trazer ao mundo uma nova corrida ao armamento, só que agora, a três. A União Europeia, o principal comprador do gás russo, será também o principal financiador do rearmamento russo. Mais um paradoxo desta Europa XXI. 

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publicado por Victor Tavares Morais às 09:13 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Mas que sei eu

Mas que sei eu das folhas no outono
ao vento vorazmente arremessadas
quando eu passo pelas madrugadas
tal como passaria qualquer dono?
Eu sei que é vão o vento e lento o sono
e acabam coisas mal principiadas
no ínvio precipício das geadas
que pressinto no meu fundo abandono
Nenhum súbito lamenta
a dor de assim passar que me atormenta
e me ergue no ar como outra folha
qualquer. Mas eu sei que sei destas manhãs?
As coisas vêm vão e são tão vãs
como este olhar que ignoro que me olha

 

[Ruy Belo, Todos os Poemas]

publicado por Paulo Marcelo às 09:05 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Sexta-feira, 02.03.12

Deus nos livre dos católicos

A propósito da adopção por casais homossexuais, a Ana Matos Pires reproduz um artigo de um "pediatra católico" (a bold, não vá alguém distrair-se), que, "como católico" e "como cristão" (não vá alguém etc.), assegura que Cristo "veria essa nova família com coração aberto". 
É um belo acto de fé, sobretudo porque a adopção gay está tão presente no Evangelho como a existência de vida em Marte (que, de certeza, Cristo também veria de coração aberto). O que não se vê bem é o argumento. De todos os que se podem trazer ao debate, a favor ou contra, a religião é o que faz menos sentido. Quando alguém diz "como cristão acho que", o diálogo torna-se impossível. A não ser que se queira atribuir aos crentes uma especial autoridade, o que não me parece ser o caso.
Sobre isto, ou o aborto, ou a eutanásia, ou qualquer uma das chamadas questões fracturantes, os católicos têm o mesmo direito de pronunciar-se que têm todos os cidadãos. Nem mais, nem menos. Invocar Cristo é pôr em causa a laicidade e o pluralismo que deveriam pautar o espaço público. Em democracia, nenhuma opinião particular pode recorrer ao privilégio da revelação divina. Qual a diferença entre usar Cristo a favor da adopção gay, como fazem o pediatra católico e a Ana Matos Pires,  e usar o Criador contra a adopção gay, como faz o deputado Telmo Correia - e o mesmíssimo Jugular condena
Na minha ímpia opinião, nenhuma. Mas o Jugular que acolhe o Cristo do pediatra católico é o Jugular que condena o Criador do deputado Correia. Porquê?
Porquê tanta falta de abertura, tanta intolerância, tanta discriminação, meu Deus? (Perdão, saiu-me...)
Mistérios da fé.
 
publicado por Pedro Picoito às 18:05 | comentar | ver comentários (21) | partilhar

Cachimbos de lá

Charles-Edouard Jeanneret (Le Corbusier), Natureza morta com violino vermelho, 1920.
publicado por Pedro Picoito às 14:34 | comentar | partilhar

Fim do euro (19) Barcos salva-vidas

Estamos no meio de uma forte tempestade e o capitão do barco onde vamos, o governo, tem vindo a dizer-nos que não só não iremos precisar de usar os barcos salva-vidas, como nem sequer é necessário termos barcos salva-vidas no navio.

 

Quais são os barcos salva-vidas que devemos ter? Em primeiro lugar, todos os bancos devem ter os sistemas informáticos já preparados – e testados – para fazer a mudança de moeda num fim-de-semana.

 

Em segundo lugar, é necessário imprimir novas notas e cunhar novas moedas e distribuí-las já por todas as agências bancárias do país.

 

Um governo deve desejar o melhor, mas estar preparado para o pior. O actual governo parece que só está preparado para o melhor ou, talvez, para o assim-assim. Caso Portugal seja apanhado de calças na mão e se instalar um caos tremendo com a saída do euro, temo que uma das primeiras vítimas seja o próprio governo, cuja imprevidência terá agravado muitíssimo o sofrimento de todos. 

publicado por Pedro Braz Teixeira às 13:27 | comentar | ver comentários (8) | partilhar
Quinta-feira, 01.03.12

Eleições na Rússia (III)

 

As ideias-chave do programa de Putin para a Defesa e Segurança Nacional foram anunciadas num artigo publicado na semana passada no jornal “Rossiiskaya Gazeta”. Alguns pontos a reter:

  • 23 triliões de rublos (770 biliões de USD) para inovação e modernização da indústria militar e de defesa nos próximos 10 anos.
  • Equipar todos os Ramos das Forças Armadas com armas e tecnologias de última geração. Nos próximos 10 anos desenvolver um arsenal de mais: 400 mísseis balísticos intercontinentais, 50 navios de guerra, 8 submarinos estratégicos, e cerca de 20 submarinos multifuncionais, mais 2300 tanques, mais de 600 aviões modernos, incluindo caças de quinta geração, mais de mil helicópteros, 28 sistemas de defesa anti-aérea S-400, 38 complexos de defesa anti-aérea Vitiaz, 10 sistemas de lança-mísseis Iskander-M.
  • Restabelecer o prestígio das Forças Armadas e desenvolver a sua profissionalização.
  • Aumentar as pensões, salários e benefícios sociais dos elementos das Forças Armadas.
  • Projectar o poder militar russo, nomeadamente em exercícios navais no Árctico (onde há disputas fronteiriças e ainda muitos recursos energéticos para explorar).

Estes valores de investimento não são comparáveis com os de qualquer outra área do programa apresentado.

 

(continua) 

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publicado por Victor Tavares Morais às 20:22 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Fim do euro (18) Resultados da votação

A 28 de Janeiro coloquei aqui no blog uma votação sobre o nome da nova moeda, que terminou ontem. A votação inicial revelou-se muito abaixo do número de visitantes do blog, mas lá foi subindo. Nas primeiras semanas, o “luso” esteve num claríssimo primeiro lugar, seguido do “novo escudo” e do “cruzado”.

 

No entanto, a 9 de Fevereiro o texto “Os Piratas das Canavilhas (II)” recebeu uma chamada de atenção no Sapo, o que catapultou o número de visitas ao blog, dos habituais valores à volta dos 1500 visitantes diários para quase 18 mil. Estes clientes não habituais mudaram a votação por completo, fazendo subir imenso o número de votos e passando a dar a primazia ao “novo escudo”. Mesmo assim, o “luso” acabou em segundo lugar, com 29% dos votos, não muito longe dos 36% do “novo escudo”, de um total de 2020 votos.

 

O terceiro lugar foi para a “pataca”, com 14%, que coloquei devido à expressão muito positiva de “árvore das patacas”. O “cruzado”, nome que tinha sugerido anteriormente e que suscitou tanta controvérsia que acabou por provocar a criação desta votação, ficou-se pelo quarto lugar, com apenas 11%. Finalmente, o quinto lugar foi para o “real” (8%) e o sexto lugar para a “dobra” (3%).

 

Aproveito a oportunidade para agradecer a todos os votantes e a partir de agora vou passar a referir-me à nova moeda portuguesa, que deverá entrar em circulação ainda em 2012, como “novo escudo”, por respeito para com os resultados desta votação.

publicado por Pedro Braz Teixeira às 14:30 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Alguém anda a fumar coisas assaz estranhas

Há uns anos houve um valente reboliço - sobretudo das gentes à esquerda - com a proposta de Santana Lopes de instalar um casino no Parque Mayer. Parece que levantava gravísssisssimas questões de segurança (apesar da aparente acalmia que sempre rodeou o casino do Estoril). Agora temos um presidente da autarquia lisboeta - onde eu resido - que estuda fornecer um edifício camarário para instalação de um bordel livre, com sexo seguro e acompanhamento psicológico às senhoras que lá trabalharão. Bom, vamos deixar de lado o facto de a CML não estar a fornecer um edifício para acolher prostitutas que querem ter outra ocupação mais saudável e não vamos questionar para que precisarão as prostitutas de ajuda à saúde psíquica se afinal a prostituição é uma profissão como outra qualquer (porque a CML não ajudaria pessoas a manterem-se numa profissão que lhes é altamente lesiva, pois não?). Questionemo-nos apenas: em Lisboa, as pessoas que vão jogar uns trocos nas slotmachines são vistas como mais perigosas do que as pessoas que vão a um bordel pagar por sexo? É que da última vez que reparei, a Mouraria era no centro de Lisboa. Ou, para os senhores que tanto se preocuparam com a Avenida da Liberdade e as montras da Louis Vuitton, para os chineses e paquistaneses que agora se instalaram na Mouraria qualquer coisa serve, até um bordel?

publicado por Maria João Marques às 13:13 | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Viagens do 31

 

Há um novo blog a merecer destaque. Chama-se 31 da Armada e é um blog de viagens. Não está nada mau, mas tenho é mesmo pena que tenha utilizado o mesmo nome de um blog que muita apreciava e onde tinha muitos amigos que escreviam.

publicado por Pedro Pestana Bastos às 11:42 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Por um Portugal mais verde e mais azul

 

"Por um Portugal mais verde e mais azul", será o tema do almoço que o IDL - Instituto Democracia e Liberdade, organiza no próximo dia 6 de Março. A oradora será a Ministra Assunção Cristas que nos vai falar no rumo que se pretende dar à Agricultura, ao Mar e ao Ambiente no Portugal do século XXI.

Quem pretender participar almoço deve inscrever-se rápido porque os lugares são limitados.

publicado por Pedro Pestana Bastos às 10:15 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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