Totus Tuus. Sempre nosso.

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Ao longo do seu pontificado, o Papa João Paulo II deu um contributo determinante para o aprofundamento dos princípios da Doutrina Social da Igreja, não hesitando em assumir uma postura igualmente crítica às práticas colectivistas do comunismo do Leste e às tendências recentes da globalização e do capitalismo desenfreado.
Segundo João Paulo II, à Igreja não compete “apresentar soluções técnicas para as graves e urgentes questões sociais”, nem a sua doutrina social se pode “apresentar como uma ‘terceira via’ entre o capitalismo liberal e o colectivismo marxista”, apesar dos seus postulados se terem assumido como um dos fundamentos éticos da corrente da Economia Personalista.
Nas suas intervenções, João Paulo II clamou “pela supressão do abismo que separa ricos cada vez mais ricos às custas de pobres cada vez mais pobres”, pela “garantia dos direitos humanos dos povos todos” e pelo “combate aos dramas da exclusão”, assumindo a sua confiança na “bondade do ser humano” e propondo a “globalização da solidariedade” como forma de consagrar o “direito ao desenvolvimento” a todas as nações.
Mais do que centrar-se na abordagem estritamente redistributiva, a leitura que o Papa fez dos fenómenos económicos levaram-no a realçar o espírito empreendedor, o virtuosismo do indivíduo, desde que em respeito pelos princípios éticos e colocando o seu labor e capacidades ao serviço do bem comum.
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publicado por Ricardo Rio às 21:48 | comentar | partilhar