Como será a próxima década?


Será o «acontecimento» da próxima década (se não formos todos pelos ares)? Para já a China já conquistou o confortável estatuto de poder dar-se ao luxo de ser uma das super-potências mundiais da violação dos direitos humanos (em matéria de execuções ultrapassa o Irão e tem a inquestionável liderança), sem incorrer em qualquer problema externo. Aos grandes, o respeitinho recomenda-se. Se é assim, quando o seu PIB se aproxima dos 40% do dos EUA, como será aos 50? E 60? E... depois? Não faz ondas ideológicas, mas joga com elas com sabedoria. O Irão é possível por várias razões, uma delas é o gráfico acima.

Note-se: o que o gráfico nos diz é que em 2010 a China se torna na segunda maior economia do mundo.

Acrescento: não vale a pena estoirar os miolos com alarmes fáceis. Estava bem vivinho e atento quando o Japão, aquela queda a pique, estava do outro lado da montanha, em plena cavalgada. Não é nada certo, segundo o própio The Economist, onde surripiei este gráfico, que com uma economia fortemente viciada em investimento e exportações - vale a pena acrescenter: com uma moeda desvalorizada que cobre o défice de produtividade -, a China não estoire também. Convém, porém, não substimar o tigre. De papel é que não é.
publicado por Jorge Costa às 14:26 | comentar | partilhar