M'engana que eu gosto

Uma das marcas mais decadentes da nossa democracia portuguesa é a instrumentalização do mandato popular ao serviço da ambição carreirista dos políticos.
Dos últimos 4 Presidentes de Câmara de Lisboa, todos escondiam ambições por qualquer coisa "mais". Apenas um – João Soares - não interrompeu o mandato para ir para outro lado "melhor".

António Costa suspendeu o seu mandato de deputado na Assembleia da República para ir para o Parlamento Europeu, mandato que interrompeu para ser ministro, cargo que abandona para assumir ser candidato à Câmara de Lisboa. E, no entanto, todos sabemos que não se fica por aqui: a sua candidatura esconde a ambição de outros voos.

O exercício de cargos públicos tornou-se um modo democrático e legal de usar e abusar dos portugueses para a sua afirmação pessoal.
Bom candidato?
Bem, se os lisboetas gostam...
publicado por Filipe Anacoreta Correia às 19:50 | comentar | partilhar