Liberdade, diz ela

Não vou falar do programa do PSD, com o qual concordo, e que, penso e desejo, concordarão a maioria necessária dos portugueses para que ele venha a ser a base do programa do próximo Governo de Portugal.

Quero falar de uma coisa, na aparência, mas só na aparência, mais modesta. Das palavras de Manuela Ferreira Leite, ontem. E de uma palavra em particular: liberdade.

Há quanto tempo a palavra liberdade não entrava no discurso político como seu eixo fundamental?

Na recapitulação final do seu discurso, Manuela Ferreira Leite disse: «Um Estado que (...) que não se revê no dirigismo asfixiante de tudo o que é livre, de tudo o que mexe e agita. (...) Um Estado que seguirá, na melhor tradição das democracias ocidentais, a tradição da liberdade, da igualdade de oportunidades e da solidariedade».

Pode parecer estranho, muito estranho, mas para os que vaticinavam uma asfixia do espaço político e ideológico do PSD por intrusão de um Sócrates supostamente centrista o suficente para lhe retirar justificação, o mínimo que se pode dizer é que o obituário, ainda em moda há pouco tempo nas opiniões publicadas, foi um exagero.

A diferença, toda a diferença, está aí: na liberdade, como ela a diz.
publicado por Jorge Costa às 10:17 | partilhar