Notas soltas sobre o jornal "i"

Tenho comprado diariamente o i desde o primeiro número. No início, notei uma série de gralhas: palavras com uma letra ou outra errada, letras minúsculas onde deveria haver maiúsculas, listas com nomes que apareciam repetidos, apontamentos sobre um filme que se repetiam onde deveriam aparecer apontamentos sobre um filme diferente, etc. Entretanto, ou estou menos atento aos pormenores ou estes problemazitos foram resolvidos. Tenho gostado, particularmente, dos entrevistados que conseguem reunir, muito embora me pareça que assim aconteceu mais no início do que agora. Espero que voltem em força. Gosto de ler os cronistas oficiais, indígenas e estrangeiros, embora continue a pensar que os cronistas reunidos pelo Público são melhores. De qualquer modo, as páginas que mais considero no jornal, naquilo que têm de radicalmente inovador face a todos os outros jornais, são as páginas desportivas. Diferentemente dos diários desportivos ou secções de desporto dos outros jornais, a abordagem do i tem piada e alguma arte literária (concedo que a expressão não seja a melhor mas é a que agora me ocorre). Para exemplificar, deixo aqui a crónica do Pedro Candeias na edição de ontem, um frente a frente que opõe Hugo Viana a Aimar (sou sportinguista, logo insuspeito, na medida em que se trata de um texto sobre um jogador do Braga e outro do Benfica). Ultimamente tenho reparado que não há número que saia que não tenha na primeira página uma qualquer referência à homossexualidade ou uma qualquer referência a sexo ou pornografia. Mas tudo bem: homossexualidade, sexo e pornografia também têm direito a ser notícia.
publicado por Nuno Lobo às 16:45 | partilhar