Bonnie & Clyde


Um casal neo-zelandês pediu o equivalente a 100 mil euros ao banco e recebeu na conta vários milhões. Em vez de guardarem o talão para impressionar os amigos e esperar que o banco corrigisse o erro, transferiram uma parte do dinheiro para uma conta off-shore e voaram para parte incerta. Louvo-lhes a capacidade de reacção. O nosso tempo é o da velocidade e da tecnologia, até no negócio de roubar bancos. A velocidade só não interessa se o meliante for o administrador do banco. Nesse caso faz-lhe mais falta uma boa trituradora de papel e uma memória cheia de buracos. Não se deixem enganar pelo meio-campo do Barcelona: o tempo dos românticos acabou. Chegámos ao ponto de ter um operador de armazém de Alverca a assaltar bancos na sua hora de almoço, num exemplo original de duplo emprego. Quando a polícia o foi buscar, e apesar do potencial cinematográfico de uma perseguição entre empilhadoras e paletes, o homem não ofereceu resistência. Um desfecho tão sossegado que poderia ser usado como publicidade a um condomínio na Arruda dos Vinhos. O fascínio por Bonnie e Clyde só pode aumentar.
publicado por Joana Alarcão às 11:55 | comentar | partilhar