E quando se acabarem os anéis e os dedos?

Segundo Jean Claude Juncker, mesmo com a ajuda externa e os programa de austeridade o nível de endividamento da Grécia é insustentável e terá de obter receitas extraordinárias e cortar custos privatizando grande parte do sector público . Não que a solução apontada me faça grande espécie. Aliás acho que é uma medida fundamental e não apenas por razões de solvabilidade. (e não me refiro apenas à Grécia). O problema é que julgo que a mistura de baixo crescimento económico, austeridade, elevado stock de dívida e a elevada taxa de juros da "ajuda" têm-se revelado altamente tóxico e implica a manutenção do pais num ciclo vicioso do qual será impossível sair. (a mesmíssima lógica aplica-se a Portugal). Já é mais ou menos consensual que o "bailout" falhou e que se torna imperativo reestruturar a dívida forçando os credores a assumir (com toda a justiça, diga-se) uma parte dos custos. Por enquanto os máximos responsáveis políticos ainda rejeitam essa ideia (embora já manifestem alguma abertura). Mas lá chegaremos.

publicado por Miguel Noronha às 12:37 | partilhar