Sobre a Segurança

Algumas considerações apreciativas ao levantamento das propostas sobre segurança: É evidente que questões da segurança constituem uma das principais preocupações dos portugueses. E sabemos também que os governos socialistas são pródigos na construção de “sistemas” que não funcionam. Assim tem acontecido com o Sistema de Segurança Interna, ainda mais complicado desde que o primeiro governo Sócrates decidiu criar mais um “complicómetro” chamado Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna, supostamente para coordenar o “incoordenável”, mantendo na mesma a atomização das polícias e serviços de segurança portugueses, em permanente competição negativa. Não foi um acaso a demissão, diga-se que tardia, do Juiz Mário Mendes, reconhecendo a inutilidade do seu papel. Pior: o PS conseguiu montar um sistema tão dispendioso quanto ineficaz. Enquanto se foram fazendo experiências, a criminalidade violenta atingia níveis nunca atingidos em 2009 e mesmo em 2010, segundo o próprio RASI 2010. O programa do PS no capítulo da segurança recusa, no entanto, nesta como noutras áreas, fazer a “mea culpa” – tudo inalterado ou como podemos constatar agravado - com uma clara inclinação para aumento da despesa ignorando as necessárias restrições.

 

Estranhamente, o Partido Popular, que transformou em coutada a “governance” neste domínio, apesar da extensão do texto dedicado a esta matéria ficou muito aquém das expectativas e apresentou um programa muito modesto, sem ideias que apontem para um maior eficácia ou mais eficiência. O PP aponta sobretudo para mais polícias, parecendo ignorar que no ratio polícias-população, Portugal está acima da média europeia.

 

O Programa do PSD apesar de sintético abordou, pelo menos, o aspectos centrais do nosso sistema de segurança, referindo a necessidade de maior articulação e para um sistema dual, uma vertente civil  (polícia nacional) e outra militar (GNR), dando os primeiros passos para a integração da multiplicidade de serviços e forças de segurança civis (PSP, SEF, PJ, etc) numa única polícia, seguindo o bons exemplos europeus nesta matéria. Teve também o mérito abordar a área da Intelligence nacional, que tão maltratada tem sido nos Governos Sócrates, pela má qualidade dos respectivos responsáveis que por lá têm passado, nomeados pelos seus amigos políticos socialistas.

publicado por Eugénia Gamboa às 23:08 | partilhar