Nada bate certo

Como refere Tavares Moreira, existem fundadas razões para duvidar dos fantásticos indicadores de execução orçamental hoje apresentados

 

enquanto a dívida (em termos diferenciais) apresenta uma diminuição de 11%, o défice, a crer nas notícias divulgadas pelo governo, teria caído muito mais, os tais 45%. (...)  Já em 2010 tinha acontecido a mesma coisa e a conclusão foi de um défice (para já, ainda não está fechado) de 10,7% do PIB sem a operação cosmética de transferência do F. Pensões da PT. Há que acrescentar, a fazer fé nas notícias que vão saindo sem serem desmentidas, que as DÍVIDAS INFORMAIS do Estado (e de outros sub-sectores da Administração Pública) continuam a aumentar, o que permite um crescimento da dívida formal mais moderado.Também têm sido divulgadas notícias da existência de diversos departamentos do Estado (forças de segurança, por exemplo) em que as verbas disponibilizadas para o pagamento de salários não incluem os montantes necessários para os valores a entregar ao Fisco e à C.G. Aposentações...o que permite encurtar a despesa artificialmente, ajudando à queda do défice.Tudo isto se torna de compreensão muito difícil, estaremos provavelmente perante mais uma enorme “trapalhada”...

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publicado por Miguel Noronha às 16:18 | partilhar