Assalto às reformas (2)

A propósito desta notícia vem agora o Ministério das Finanças dizer que a "ordem para Segurança Social comprar dívida respeita limites legais". Existem vários problemas relacionado com esta operação.No outro post já aludi ao elevado risco associado à compra de títulos de dívida pública portuguesa. O Ricardo Arroja refere outro não menos grave:

o FEFSS é um património autónomo (...) cujo objectivo é acudir a eventuais desequilíbrios de tesouraria relacionadas com o pagamento de pensões aos reformados. Mais, o dinheiro que lá está resulta de descontos que os contribuintes fizeram para financiar as reformas dos pensionistas actuais e que, não sendo necessárias no curto prazo, são geridas em regime de capitalização – investindo, de forma conservadora, em várias classes de activos não correlacionadas – para, eventualmente, no futuro, financiarem as suas próprias pensões. Ou seja, decididamente, este Fundo não é um fundo de maneio do Estado.

publicado por Miguel Noronha às 12:27 | partilhar