A máquina de desinformção socialista ataca novamente

A propósito da lei do aborto disse ontem Pedro Passos Coelho:

“Eu acho que precisamos fazer, tal como, de resto, estava previsto, uma avaliação dessa situação. Eu estive, há muitos anos, do lado daqueles que achavam que era preciso legalizar o aborto – não era liberalizar o aborto, era legalizar a interrupção voluntária da gravidez. Porque há condições excepcionais que devem ser tidas em conta e não devemos empurrar as pessoas que são vítimas dessas circunstâncias para o aborto clandestino. Mas não fui favorável a esta última alteração, na medida em que me pareceu que o Estado tinha obrigações que não cumpriu”. (...) Ultimada a revisão da lei, Passos Coelho admite submeter o assunto de novo a referendo.

A este propósito reagiua secretária de Estado da Igualdade (?!!) Elza Pais

“O referendo é um absurdo, um completo absurdo, [recuar na lei] é voltar a um mundo onde as mulheres eram tratadas como criminosas”, afirmou à Lusa a secretária de Estado.“As mulheres não querem viver num mundo de clandestinidade e em que sejam tratadas como criminosas”, disse, sublinhando que a proposta de Pedro Passos Coelho “devia convocar de imediato todas as mulheres a não votar nestas propostas do PSD”. (...)Para Elza Pais, o PSD “é um partido que quer uma sociedade do mais conservador que nós já vivemos e esse conservadorismo não se compadece com uma sociedade moderna, com uma sociedade de democracia moderna, onde todas as pessoas tenham os mesmos direitos”. 

1. O aborto feito fora do enquandramento da lei actual continua a ser considerado como crime. Por exemplo, o aborto a partir das 12 semanas de gestação. Ou secretária de estado ignora a lei ou pretende deliberadamente confundir os eleitores;

2. A secretária de estado não explícita se o que é "absurdo" é apenas a realização de um novo referendo sobre o aborto ou se anteriores (em especial o segundo que o aprovou) também o foram;

3. Porque será que Elza Pais teme a avaliação da aplicação da actual legislação sobre o aborto?

4. Em que consiste a "igualdade de direitos" na questão do aborto? Será que isso toma em consideração os direitos do nascituro?

5. O que tem a democracia a ver com o aborto? E não permitir um referendo é democrático?

 

Nada de novo. É apenas a estratégia socialista de confundir os eleitores.

publicado por Miguel Noronha às 11:15 | partilhar