Cultura, Estado Mínimo e Bens Públicos

Ao ler as histéricas declarações de José Sócrates sobre a Cultura e as maléficas intenções do PSD para a área, fico com a impressão que em Portugal só existiu Cultura enquanto esta foi elevada à dignidade ministerial. A saber entre 1983-85 e de 1995 em diante. (espero que a "segunda vida" acabe no presente ano.) Presume-se que nos periodos omissos tenha sida extinta.

 

São também risíveis as suas declarações sobre a defesa do estado mínimo pelo PSD. Basta ler o programa do PSD para perceber que este - infelizmente - defende um papel muitissimo mais amplo para o estado. Já a sua defesa da Cultura como bem público revela uma gritante ignorância sobre a matéria. Não apenas sobre a sua definição daquele que é um conceito económico (viola a regra da não-exclusão para a grande maioria dos casos) mas também sobre a sua provisão (um bem público não é obrigatoriamente fornecido pelo estado).

 

Convinha que os assessores do  (ainda) Primeiro-Ministro o preparassem melhor sobre estes temas.

publicado por Miguel Noronha às 12:39 | partilhar