O culto da autoridade

Artigo de Fernando Gabriel no Diário Económico

 

Sem se compreender as origens intelectuais do culto da autoridade é impossível compreender o carácter do europeísmo e do dirigismo das instituições internacionais contemporâneas, onde o culto da autoridade encontrou amplas oportunidades de expansão. Destituídas de qualquer controlo político, as instituições europeias e organizações funcionalistas como o FMI e o Banco Mundial tornaram-se no Parnaso de um autoritarismo tecnocrático e arrogante. Daí que a entrada dos polícias americanos na cabine do avião para deter o então director do FMI tenha sido recebida pelo próprio e pela burguesia iliberal europeia como "a" violação, um desrespeito atrevido pela superioridade de um detentor de autoridade.

publicado por Miguel Noronha às 15:34 | partilhar