E agora?

Infelizmente, ao contrário do que afirmou toda a esquerda, o novo PSD não só não é ultraliberal como até se propõe salvar o "estado social". Lamento desapontar toda a gente mas tal não vai ser possível (e, aliás, nem é desejável). Esperemos que estes senhores não tenham razão e que as políticas do novo governo não sejam uma mera continuação das do anterior. Vai ser necessário ir bem mais longe do que o acordado com a "troika" e nalguns casos contrariar o que está escrito no MoU. Não tenho grandes ilusões nesse campo mas seria desejável que o novo governo tivesse um verdadeiro impeto reformista. Vão ser necessárias reformas a sério e não meras operações cosméticas ou reformas parciais. Isto, se não quisermos transformar-nos numa nova Grécia ou (pior) numa Bielorrússia. Espero que, à semelhança do que fez o governo agora derrotado, a crise internacional náo se transforme no bode expiatório de todas as nossas misérias.

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publicado por Miguel Noronha às 09:37 | partilhar