Restos...

 

A confirmar-se a retirada do Comando Operacional NATO de Oeiras não posso deixar de considerar que estamos perante (mais) um colossal falhanço da diplomacia portuguesa e do Ministro da Defesa (Augusto Santos Silva) em particular.

O título "NATO quer retirar a Portugal o comando de Oeiras" não traz nenhuma novidade, de facto essa é a intenção já há muito expressa,  e basta recordar as declarações de José Sócrates no final da Cimeira de Lisboa:  "Não tenho nenhum motivo para deixar de pensar que Portugal manterá um comando da NATO," e as ameaças de Luís Amado, que na verdade esteve muito mais empenhado no périplo mundial pelos paraísos turísticos para garantir o lugar de Portugal nos membros não permamentes do CS das Nações Unidas (cujas mais valias não se comparam ao Comando de Oeiras), para logo em Novembro de 2010 adivinharmos o desfecho deste processo.

Portugal aparentemente fica com uns "restos", apresentados no entanto com pompa e circunstância pelo marketing da organização, que para além das suas implicações no erário público nacional não fazem juz nem ao papel histórico de Portugal na Aliança nem ao seu real e sacrificado empenhamento nas missões. As grandes amizades, a grande credibilidade internacional de José Sócrates ficou bem demonstrada e apesar de tardia será mais uma nódoa no curriculo daquele executivo. Infelizmente para Portugal.

 

 

publicado por Eugénia Gamboa às 13:20 | partilhar