Os supostos defensores do "interesse nacional" (2)

No seguimento do post de ontem, João Cândido da Silva escreve a propósito da incapacidade do BES participar na privatização da TAP e da perda de influência dos accionistas portugueses do BCP:

Excessivamente endividado e com a economia estagnada ao ponto de lançar a questão de se saber se não será inevitável negociar, a prazo, uma reestruturação da dívida, Portugal alienou a capacidade de manter em mãos portuguesas aquilo que manifestos e opiniões dispersas foram argumentado que seria prejudicial deixar fugir para as mãos de investidores estrangeiros. Nas discussões sobre o tema e nos respeitáveis motivos alegados para proteger algumas "jóias da coroa" falhou um detalhe essencial.

Só uma economia competitiva, em crescimento e dotada de uma situação financeira saudável pode sonhar em ter o músculo suficiente para conseguir preservar a sua independência e, de caminho, garantir a capacidade de investimento suficiente, baseada em poupança interna, para segurar o que quer que se considerem "centros de decisão nacionais". Em Portugal, não faltaram manifestações de preocupação sobre o tema mas fracassou aquilo que era bem mais decisivo do que panfletos que não disfarçavam as suas tendências proteccionistas

publicado por Miguel Noronha às 14:15 | partilhar