Para melhor compreendermos o PEC IV

O governo socialista bem tentou convencer-nos que na execução orçamental tudo corria pelo melhor. Mas tal como nas sucessivas revisões do défice de 2010, mais cedo ou mais tarde os verdadeiros números acabam por aparecer.

Na próximo quarta-feira, o INE vai revelar as contas nacionais trimestrais por sector institucional, o que permitirá verificar que o défice total das Administrações Públicas, em contabilidade nacional - a que interessa para Bruxelas -, está longe dos 5,9% definidos para o conjunto do ano. De acordo com informações recolhidas pelo Diário Económico, nos primeiros três meses do ano, o défice deve estar acima dos 7%, o que coloca pressão ao novo Governo. A nova equipa governativa encontra uma situação orçamental pior do que o esperado e tem, portanto, menos de um semestre para corrigir a dimensão do défice, o que deverá obrigar a mais medidas de austeridade

Como bem se recordam, muitos apontaramque não fazia sentido o governo apresentar uma revisão do PEC (o famoso PECIV) como uma execução orçamental tão favorável.

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publicado por Miguel Noronha às 14:52 | partilhar