E para quando a despesa?

 

Afinal, o imposto extraordinário de 50% sobre o 14º mês transformou-se num imposto de 3.5% sobre o rendimento bruto anual. Para quem tem apenas rendimentos do trabalho a diferença não será grande (1/14*50%=3.5%). Quem tem outras fontes de rendimentos englobáveis no IRS ficará penalizado. Com esta alteração o governo prevê arrecadar o dobro da receita estimada com a versão inicial (de 800 para 1600 milhões de euros).  Chegados aqui convém  dizer que se o governo tem  de reduzir o défice público convém que o esforço incida essencialmente sobre os gastos públicos e não sobre o rendimentos privados. Ao contrário do que afirmam variados lideres sindicais e partidários  não é justo que sejamos todos obrigados a pagar a prodigalidade socialista. Recordo que, aquando do anuncio do imposto extraordinário, o governo prometeu apresentar medidas adicionais de controlo da despesa pública. Até agora só tivemos agravamentos da carga fiscal.

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publicado por Miguel Noronha às 16:01 | partilhar