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O Presidente Obama anunciaum mini-apocalipse caso o aumento do "limite de endividamento" (debt ceiling) não seja aprovado rapidamente pela Câmara dos Representantes (leia-se, os Republicanos). Durante uma comunicação ao país alertou para o risco de "crise económica profunda".

 

Sendo certo que a rejeição da medida provocará uma crise de tesouraria no governo,  parece que o triliões injectados governo dos EUA durante as presidências de GWB e Obama têm conseguido fazer muito pouco pela recuperação económica. Serão certamente estes que farão toda a diferença e parece que a altura nunca é boa para começar a fazer cortes na despesa. Entretanto a dívida vai crescendo para níveis estratosféricos. Não admira que já se questione a capacidade do EUA em pagá-la e a excelente reputação que esta ainda goza junto das agências de notação.

 

O que fica também em causa é  a eficácia deste tipo de instrumento para controlar o aumento da dívida pública. Parece que ao invés de um "limite máximo" o "limite de endividamento" funciona mais como  um "objectivo de endividamento" a ser atingido com a maior brevidade possível. Uma vez alcançado, aumenta-se o limite e o ciclo recomeça.

 

Gráfico retirado do Washington Post.

publicado por Miguel Noronha às 11:46 | partilhar