A tensão cresce

A queda de Hosni Mubarak no inicio deste ano levou alguns a pensar que tudo seriam rosas no país dos Faraós. A liberdade e a democracia triunfara perante o despotismo do regime opressor. Bem, infelizmente não foi isso que sucedeu, e neste momento trava-se uma dura batalha interna para saber que tipo de regime teremos no futuro. E a liberdade e a democracia parecem ainda miragens para o povo egípcio. No entanto, e enquanto não existe estabilidade no país (e é provável que tal não haja a médio prazo), parece evidente que as relações israelo-egípcias, pacificadas desde o acordo de Sadat e Begin em 1978, nunca mais serão as mesmas. O sentimento anti-Israel no país permanece forte, e as tensões têm vindo a agudizar-se entre os dois países. Até ao momento, Israel não precisava de se preocupar com a fronteira a Sul. Mas têm ocorrido vários incidentes na zona, e hoje soube-se que a marinha israelita enviou dois navios de guerra para a fronteira com o Egipto, perto do Mar Vermelho. Para complicar a situação, o Irão desviou uma esquadra para a mesma região. Com os olhos colocados na Líbia, e também na Síria, convém que a comunidade internacional comece a olhar com atenção para o Egipto e qual o tipo de regime que se está a construir por lá. E já agora, que utilizem a sua influência e poder para condicionar internamente as opções que forem seguidas. Ou alguém deseja um novo Irão na região? 

publicado por Nuno Gouveia às 17:18 | partilhar