Vitórias

No acordo da concertação social aplaudo duas grandes vitórias. Uma, o acordo em si. É muito importante ter sido possível mudar as leis laborais com o acordo dos sindicatos democráticos, deste modo demonstrando que, em termos sociais, Portugal não quer seguir as pegadas da Grécia. Numa altura de grande urgência nacional, é motivo de aplauso e só por si, factor de festejo.

Por outro lado, várias das alterações introduzidas são importantes. Não sou um especialista em direito laboral, mas diz-me quem é, que se alcançaram importantes soluções que visam a agilização do mercado laboral e a maior proditividade da nossa economia. Também isso é fundamental a Portugal.

Estas duas grandes vitórias não podem ficar ensombradas com a questão do feriado do 5 de Outubro, que agora a Igreja também vem, a seu modo, contestar. Para mim, é claro o seguinte: se perdemos 3 feriados, então fiquemos com o 1º de Dezembro. O 5 de Outubro é de todos o menos importante, não porque a República não seja importante, mas porque ela foi implantada pela 1ª República, um regime que fracassou. No 1º Dezembro celebramos a soberania nacional, sem divisionismos internos. Nele somos chamados a acreditar que Portugal é uma teimosia viável. E essa é a teimosia que mais vale a pena e a que mais convém a Portugal.

publicado por Filipe Anacoreta Correia às 13:01 | partilhar