Relatos de uma greve-que-não-é-lá-muito-geral

De manhã, quando vinha trabalhar, cruzei-me com cinco autocarros da Carris e dois eléctricos igualmente da Carris. Pelo caminho encontrei uma aglomeração de doze pessoas com coletes vermelhos, que pareciam da CGTP, junto à gare do Oriente. Talvez um piquete de greve. Ao chegar à empresa onde trabalho, ao entrar no edifício onde trabalham 1300 pessoas, não notei especial diferença com os restantes dias da semana. O elevador em que subi para o 8.º piso estava cheio e parou em quase todos os andares. Fiquei curioso e fui averiguar. No andar em que trabalho a única pessoa que falta está de férias. Estou a receber mails e telefonemas como num dia normal. O tema de conversa é o trânsito da manhã e a morte do suspeito das mortes em Toulouse. Não conheço a realidade do sector público, mas no privado quase não se nota a greve marcada pelos sindicatos comunistas.

publicado por Paulo Marcelo às 11:47 | comentar | partilhar