Fim do euro (26) “Proibido a tsunamis”

Muitas discussões em torno do fim do euro em Portugal partem do princípio que ainda podemos ponderar se vamos sair ou ficar, quando esse ponto já foi ultrapassado há muito.

 

Há ainda quem tenha a ilusão de que o fim do euro terá que ser uma coisa anunciada com muita antecedência, para que haja todo o tempo do mundo para fazer os preparativos. Dizem estes que “não pode ser” num fim-de-semana, sem aviso prévio.

 

Experimentem colocar numa praia uma placa a dizer “Proibida a entrada a tsunamis”. Estão a imaginar o tsunami a aproximar-se da areia, a ler na tabuleta e a ficar raladíssimo com a hipótese de ter de pagar uma coima? Então, vou ter de ir à loja do cidadão!? Já da última vez que lá fui foi uma chatice: saí para fumar um cigarro e perdi a vez. Ainda por cima nem era aquele o guichet. Depois, os impressos para pedidos de autorização de marés vivas estavam esgotados e foi uma maçada. Nem o cartão do cidadão funcionava!

 

Lembrando-se da sua anterior experiência, para além do dinheiro da coima, que ele não tinha, o tsunami lá meteria o rabinho entre as pernas e retirar-se-ia, deixando a praia incólume.

publicado por Pedro Braz Teixeira às 13:41 | partilhar