Eu proponho uma avaliação à memória antes de se ocuparem cargos políticos. Talvez se melhore um bocadinho a qualidade do que por aí anda

José Sócrates não se recordava das reuniões que teve durante o processo de licenciamento do Freeport e também não se recordava que nunca se encontrou com os clientes dos seus maravilhosos projectos de arquitectura para os lados das Beiras. Manuel Alegre não se lembrava se tinha feito um anúncio para o BPP e, depois de se lembrar, não se lembrava se havia sido pago ou não pelo anúncio. Miguel Relvas não se recorda de boa parte das conversas que tem com pessoas que ocupam cargos negligenciáveis como mandar nas secretas e também não se lembra quantos anos frequentou na faculdade (o que também é estranho, tendo aparentemente sido tão poucos).

 

Das duas uma: ou os nossos políticos são pessoas anormalmente desmemoriadas e é um perigo tê-los em lugares onde se decide a vida alheia; ou são mentirosos consumados e impenitentes e é um perigo tê-los em lugares onde se decide a vida alheia.

 

(E o conceito de corrigir informações de Relvas também é especialmente elástico; para mim, corrigir seria informar 'frequência do 1º ano de Direito' e não uma informação vaga como a que entregou na sua 3ª legislatura; mas estou a ser demasiado picuinhas; afinal o que interessa é uma verdade formal que pemita fingir que se corrigiu o que nunca se corrigiu, não é?)

publicado por Maria João Marques às 00:31 | comentar | partilhar