Cabeça de fósforo

Ele aproxima o fósforo aceso do livro e, provocador, pergunta ao outro: tens cinco segundos para me mostrar a importância deste monte de papel, em cinco segundos tens de me mostrar que não devo queimar este livro.

Num certo sentido, ele tem razão. De facto, o livro arde rapidamente - muito mais rápido do que leva lê-lo ou comentá-lo. Queimá-lo é garantido, é seguro, é sempre mais fácil. Está ao alcance de qualquer um. Pelo contrário, tentar pensá-lo é "incompreensível", "ridículo", risível.

Os que aplaudem a política de "educação" do governo presente estão na posição do sujeito que empunha o fósforo.

publicado por Carlos Botelho às 17:30 | comentar | partilhar