Um brinde à linha azul?

O nosso venerável Primeiro-Ministro esteve ontem presente na inauguração da nova estação de metro do Terreiro do Paço (voltou à terra, portanto).
Percebe-se. Esta inauguração não é coisa para menos: anunciada a obra em 1992 e com termo previsto para 1997, a coisa acabou finalmente. Com uma tremenda e prolongada dor de cabeça para os automobilistas, uma ou outra derrocada e alguns milhões de euros a mais do que o inicialmente previsto, mas acabou.
Perante tão complicado e dispendioso projecto, havia já algum desânimo no ar, diga-se. O povo foi vendo passar o seu tempo, o seu dinheiro e a sua paciência. Por ali, só os carros não passavam.
Hoje será tempo de festa mas, já agora, também de reflexão.
Isto porque, bem vistas as coisas, bem que podíamos parar por um momento, lembrar todas as vicissitudes por que passou esta estação e perguntarmos a nós próprios como foi possível a cabala, digo, acabá-la.
publicado por Joana Alarcão às 00:11 | comentar | partilhar