«Algo muito anormal»

«A declaração unilateral de independência [do Kosovo] é algo muito anormal, não está previsto no direito internacional. (...) Perante uma situação anormal e sem esquecer que temos 300 (...) soldados no Kosovo, nós devemos ser cuidadosos, principalmente quando se reconhece que não existem soluções óptimas», afirmou Aníbal Cavaco Silva (28.3.2008).
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Depois da precipitação inicial de José Sócrates que chegou a anunciar que Portugal tomaria posição sobre o processo de independência do Kosovo «muito brevemente», nesta fase está amplamente consolidada a tese de que não há nenhuma razão que justifique um reconhecimento imediato da independência unilateral do Kosovo, antes pelo contrário.
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Não questiono a prudência, pelo contrário. Compreendo e aceito igualmente que haja alguma reserva e parcimónia nas declarações. Isto dito, não viria mal ao mundo se houvesse um pouco mais de transparência. Luís Amado remeteu para o «momento oportuno». Isto dito, quais são os critérios que o determinam?
publicado por Joana Alarcão às 01:59 | partilhar