As consequências do seu próprio veneno


«O mais extraordinário é que o líder do partido tenha entrado nisto. É isto que o eleitorado quer do PSD, esta imagem acossada, nervosa e intranquila, é isto que nos dá respeito e credibilidade?», interrogou Miguel Macedo, o antigo secretário-geral de Luís Marques Mendes na sua intervenção na reunião à porta fechada do grupo parlamentar do PSD (Sol online, 15.1.2008).
Luís Marques Mendes, em tempos, queixou-se publicamente da «guerrilha interna sistemática, permanente e organizada» de que era alvo constante (18.7.2008). Luís Filipe Menezes, agora, provou o seu próprio veneno e pelos vistos não gostou. Optou por valorizar as movimentações da sua oposição interna, manifestamente um erro.
Alguém dizia que «são mais dois meses e calam-se. A partir de Maio ou Junho ninguém vai querer fazer contestações e a partir de Outubro já não vão pensar nem falar noutra coisa que não sejam as listas do partido» (Sol, 12.1.2008: 12). É capaz de estar muito enganado. Não é com os lugares de deputados que Menezes conseguirá calar muitos dos seus opositores. Nem será com lugares de deputados que a esmagadora maioria dos militantes do PSD se preocupa. Lamento informar, mas a contestação interna veio para ficar. O PSD será isto até 2009.
publicado por Joana Alarcão às 12:21 | comentar | partilhar