Surrealismo e arroz de polvo

Na blogosfera, algumas das reacções ao lançamento do site do Instituto Sá Carneiro aproximam-se do surrealismo.
O Vasco Campilho diz sem dizer (estou capaz de evocar o Passos Coelho, não fosse a nostalgia), que o referido site não passa de um plágio da plataforma Construir Ideias. Parece que há certas coincidências de palavras como plataforma, construir e ideias, muito suspeitas quando se está perante duas plataformas para construir ideias, que levam o Vasco a sustentar a imitação. O caso só se resolve, julgo eu, proibindo o Instituto Sá Carneiro de usar os termos constantes do Index passoscoelhista. Sugiro em alternativa - que não em alternância, nunca em alternância - os originais "submarino", "desconstruir" e "unicórnios". É isso. Que tal fazer do site um submarino para desconstruir unicórnios? Está bem assim?
Mas palma do delírio vai para os que não perderam velhos hábitos, apesar de servirem novos monges. A cabala, sempre a cabala. Não esqueceram nada e não aprenderam nada. Aqui, por exemplo, descobre-se que um almoço de Alexandre Relvas com meia dúzia de bloggers a fim de divulgar o site (e para o qual também fui convidado) nada mais é do que uma capciosa traição a Manuela Ferreira Leite. A mesma Manuela Ferreira Leite que, algumas horas depois, presidiria ao lançamento do site cuja direcção ela própria confiara a Alexandre Relvas. Ah, e a ementa está incompleta. Falta a entrada que, contam-me as minhas fontes (até eu tenho fontes), foi o melhor da coisa.
Há gente que pensa pelos cotovelos.
publicado por Pedro Picoito às 22:30 | comentar | partilhar