Zero vírgula zero zero de ajustamento em Portugal, em 2010

O abismo do Inferno, Botticelli

A ler, três, quatro vezes, as que forem necessárias.

Começa assim:
O sistema financeiro português enfrenta um conjunto de sérios desafios, decorrentes do clima de instabilidade financeira internacional, particularmente acentuada na Europa no decurso de 2010, e agravados, no caso português, pela necessidade de ajustamento dos desequilíbrios estruturais que têm vindo a intensificar-se.

Prossegue assim:
A deterioração das perspectivas dos participantes nos mercados financeiros internacionais sobre a sustentabilidade da situação das finanças públicas em Portugal tem-se reflectido num forte aumento do prémio de risco da dívida soberana, com repercussões negativas sobre o acesso e condições de financiamento do sistema bancário português aos mercados internacionais de dívida por grosso.

Mais à frente é assim:
A insustentabilidade do recurso permanente e em larga escala a financiamento junto do Eurosistema exigirá uma redefinição da estratégia de financiamento dos bancos portugueses.

E ainda:
Ao longo de 2010, o crédito concedido pelos bancos portugueses a empresas não financeiras e a particulares evidenciou apenas uma gradual desaceleração e o endividamento do sector público continuou a aumentar.

Diz o Banco de Portugal, que a desalavancagem da economia ainda não começou. Tudo por fazer, portanto.
publicado por Jorge Costa às 10:19 | comentar | partilhar