Atlântico nas bancas (e de parabéns)

Mais um número da Atlântico. Destaques obrigatórios, para já: Manuel Lucena sobre o pós-referendo do aborto, Rui Ramos sobre a direita e o 25 de Abril, Vasco Rato sobre "a evolução da direita nos próximos tempos" (discordo e sei, todos sabemos, onde quer chegar - cá voltarei).
Por uma vez, no entanto, o mais importante não é o que está lá dentro: é o segundo aniversário da revista. Ou é, melhor dizendo, o simples facto de que ela continue a existir ao fim de dois anos. Um facto notável, num país em que as revistas de pensamento estão, desde que nascem, condenadas ao crepúsculo.
Sim, eu sou suspeito. Comecei a escrever por lá ainda Helena Matos era a directora, e continuei com o Paulo Pinto Mascarenhas. (A propósito, ninguém como eles merece os parabéns.)
Independentemente disso, porém, a realidade fala por si. A Atlântico é a única revista portuguesa que se assume de direita liberal, mas não tem nenhuma filiação política ou partidária exclusiva nem o apoio significativo de qualquer grupo empresarial ou de comunicação.
E, contudo, move-se.
Que faça muitos e bons, é o que lhe desejo.
publicado por Pedro Picoito às 17:29 | comentar | partilhar