Quinta-feira, 17.01.08

Apelo à equidade que me agrada


Luís Filipe Menezes adora ouvir os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa! A hipocrisia não tem limites.
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Fiquei sensibilizado com a preocupação demonstrada pela equidade. Distracção minha, seguramente, mas só ouvi referências ao PSD e ao PS. O princípio da equidade, pelos vistos, não se aplica aos restantes partidos com assento parlamentar.
publicado por Joana Alarcão às 00:10 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Quarta-feira, 16.01.08

Foi você que pediu um filme de terror?


Apesar de ser mais do que previsível, não deixa de ser uma surpresa a forma como esta liderança do PSD não é levada a sério ao fim de tão pouco tempo. Independentemente das suas limitações, com Luís Marques Mendes já se discutia política. De forma gradual, nem sempre bem conseguida é certo, a anterior direcção social-democrata conseguira erguer algumas bandeiras alternativas e, igualmente importante, conseguira reconquistar alguma credibilidade. É certo que muito ainda estava por fazer e Marques Mendes nem sempre mostrou a coragem necessária para ir mais fundo.
O pouco, mas importante, que se conseguira alcançar, foi para o lixo num abrir e fechar de olhos. O PSD é agora um deserto total. O partido não tem nem líderes nem políticas alternativas para apresentar ao eleitorado. O PSD não tem nada, rigorosamente nada para mostrar. Mas mesmo que tivesse duvido que o conseguisse transmitir eficazmente, no meio de tanto faits-divers, tanta contradição, tanto disparate.
Conhecemos este filme. Sabemos como ele termina.
publicado por Joana Alarcão às 23:34 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

«Os romances da vida»

«Se queremos uma gaja boa como o milho, temos de a namorar» (Sábado, 11.2007).
publicado por Joana Alarcão às 22:36 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

The show goes on...


Não tinha reparado nesta. Na verdade, é humanamente impossível conseguir acompanhar o ritmo. Com Luís Filipe Menezes prevalece o saber popular: cada tiro, cada melro.
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Mais esta, por exemplo. Uma vez mais a lógica da distribuição de lugares. Isto, claro, já para não falar do estilo rasteiro, muito rasteirinho.
publicado por Joana Alarcão às 19:52 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Ameaça de morte


Caro Francisco Almeida Leite, ainda não há novidades sobre a alegada ameaça de morte aos filhos de Helena Lopes da Costa?
publicado por Joana Alarcão às 00:16 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Terça-feira, 15.01.08

Juizinho, or else, meus meninos...


«É preciso ter juízo», alertou Luís Filipe Menezes (Sol online, 15.1.2008).
publicado por Joana Alarcão às 22:32 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Conhece o agendamento protestativo?

Agendamento protestativo? Protestativo? Não confundir, claro, com o agendamento potestativo...

publicado por Joana Alarcão às 19:27 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Inibição perpétua?


Não conheço Joaquim Ferreira do Amaral, nem posso dizer que politicamente tenha por ele especial empatia. Evidentemente, Ferreira do Amaral não foi particularmente prudente quando aceitou o cargo de presidente do conselho de administração da Lusoponte. A Lusoponte foi constituída em 1994 e, como todos sabemos, foi Ferreira do Amaral quem negociou, em nome do Estado, a concessão para a exploração das travessias rodoviárias do Tejo: Ponte 25 de Abril e Ponte Vasco da Gama.
Isto dito, convém lembrar que Ferreira do Amaral não saltou do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações directamente para a Lusoponte. Pelo meio, entre outras coisas, foi deputado e, mais recentemente, presidente do conselho de administração da GALP. Tanto quanto sei -- alguém que me corrija se estiver errado -- Ferreira do Amaral só assume funções na Lusoponte em 2006, i.e. 12 anos depois do seu envolvimento directo nas negociações de concessão. A ser verdade -- alguém que me corrija se estiver errado -- 12 anos de período de nojo parece-me teoricamente aceitável, ou a inibição deveria ser perpétua?
Repito, Ferreira do Amaral não foi politicamente prudente. A sua imprudência, porém, parece-me ser uma razão insuficiente para colocar em causa, nos termos em que tem sido feito, a sua honorabilidade.
publicado por Joana Alarcão às 16:20 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

As consequências do seu próprio veneno


«O mais extraordinário é que o líder do partido tenha entrado nisto. É isto que o eleitorado quer do PSD, esta imagem acossada, nervosa e intranquila, é isto que nos dá respeito e credibilidade?», interrogou Miguel Macedo, o antigo secretário-geral de Luís Marques Mendes na sua intervenção na reunião à porta fechada do grupo parlamentar do PSD (Sol online, 15.1.2008).
Luís Marques Mendes, em tempos, queixou-se publicamente da «guerrilha interna sistemática, permanente e organizada» de que era alvo constante (18.7.2008). Luís Filipe Menezes, agora, provou o seu próprio veneno e pelos vistos não gostou. Optou por valorizar as movimentações da sua oposição interna, manifestamente um erro.
Alguém dizia que «são mais dois meses e calam-se. A partir de Maio ou Junho ninguém vai querer fazer contestações e a partir de Outubro já não vão pensar nem falar noutra coisa que não sejam as listas do partido» (Sol, 12.1.2008: 12). É capaz de estar muito enganado. Não é com os lugares de deputados que Menezes conseguirá calar muitos dos seus opositores. Nem será com lugares de deputados que a esmagadora maioria dos militantes do PSD se preocupa. Lamento informar, mas a contestação interna veio para ficar. O PSD será isto até 2009.
publicado por Joana Alarcão às 12:21 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Autópsia indesejada


«Não estamos este ano no défice abaixo ou igual dos 3%, ao contrário do que o Governo tem reclamado. Já assim foi em 2003 e 2004. A diferença é no método. Os resultados em 2006 e 2007 derivaram do aumento de impostos, ao passo que em 2003 e 2004 foram obtidos por via das receitas não correntes ou extraordinárias», afirmou Bagão Félix (Sol online 14.1.2008).
Pronto. Não saímos disto. Deste permanente dissecar do passado recente que, com a excepção dos envolvidos, a nós pouco ou nada nos interessa. Assunto arrumado, capisce?
O regresso dos protagonistas do ciclo político anterior tem este resultado. Esta obsessão com a versão que ficará para a história. Pedro Santana Lopes, Paulo Portas, António Bagão Félix, entre outros, ainda não perceberam que o eleitorado já encerrou esse capítulo e que, pura e simplesmente, não o deseja revisitar?
publicado por Joana Alarcão às 02:18 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Segunda-feira, 14.01.08

Que tal mais uma dose de gás hilariante?


Fonte: Expresso/SIC/Rádio Renascença/Eurosondagem (11.1.2008).
O leitor está a ver os dez pontos percentuais que separam o PS do PSD? Mais concretamente, os 10,8% que os separam?
Já viu? Muito bem. O leitor está sentado? Sabia que, segundo Luís Filipe Menezes, os mais recentes estudos de opinião -- prepare-se que é agora... -- colocam o PSD «a lutar taco-a-taco com o PS»?
Sim, leu bem: PSD e PS lutam taco-a-taco...
publicado por Joana Alarcão às 02:15 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Domingo, 13.01.08

Respeitinho, se faz favor...


«Nesta altura, não há lugar para brincadeiras e tem havido demasiada brincadeira por parte de pessoas que, no meu entender, não representam ninguém», frisou Luís Filipe Menezes (Lusa via RTP online, 13.1.2008).
Se não fosse o problema da legitimidade e consequente autoridade para exigir disciplina, Menezes até poderia ser levado a sério...
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Entretanto os eventuais entendimentos com o CDS-PS foram alvo de um downgrade...
publicado por Joana Alarcão às 21:33 | comentar | partilhar

A culpa é do fotógrafo

Luís Filipe Menezes considera que os primeiros 100 dias de liderança foram «muito difíceis» (JN, 13.1.2008). O motivo?
Muito simples: devido a um primeiro-ministro que «se deixou fotografar ao lado dos mais importantes líderes europeus»...
publicado por Joana Alarcão às 12:34 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

É só fumaça...


Estranho. Uma leve brisa e Luís Filipe Menezes (LFM) revela um incómodo surpreendente. Ele que fez a vida negra a Luís Marques Mendes...
Mais. Repare-se na intervenção profundamente intolerante de Marco António Costa (MAC): «É indispensável que todas essas vozes, que parasitam permanentemente os sucessos do PSD e desta liderança, se definam e se assumam. Se não se assumirem, ou se calam até 2009 e concordam com a estratégia do partido, ou revelam cobardia política» (JN, 13.1.2008).
Se não viesse de quem vem, isto até era muito grave. Assim, só dá vontade de rir. Não me ocorre um exemplo pior: a dupla LFM/MAC exige lealdade e disciplina partidária?
publicado por Joana Alarcão às 01:59 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Sábado, 12.01.08

A entrevista de Pedro Passos Coelho

Gostei de escutar a entrevista de Pedro Passos Coelho (áudio, 48:57). No essencial, não me recordo de ter discordado de algum ponto do seu diagnóstico. Está escrito nas estrelas que Passos Coelho, mais tarde ou mais cedo, disputará a liderança do PSD. Nada contra, muito pelo contrário.
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Uma curta nota. No início da entrevista faz-se referência ao movimento «Pensar Portugal», de que faziam parte, entre outros, Carlos Blanco de Morais, Luís Coimbra, Miguel Freitas da Costa, Paulo Teixeira Pinto, Pedro Passos Coelho, Teresa Leal Coelho e Vasco Rato. Como se percebeu na entrevista, julgo, Passos Coelho continua a «Pensar Portugal» com alguns dos nomes referidos. E como não poderia deixar de ser, com o tempo, o leque tenderá a alargar. O núcleo duro de Passos Coelho, porém, não poderia ser mais cristalino.
publicado por Joana Alarcão às 22:38 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Sexta-feira, 11.01.08

O que espera?


Fonte: Expresso/SIC/Rádio Renascença/Eurosondagem (11.1.2008).
Não comento sondagens, por regra, ainda por cima numa altura em que não existe no horizonte um acto eleitoral. Trata-se um exercício perigoso e, em larga medida, pouco relevante. Abro aqui, todavia, uma excepção. Mais um longo mês que passa e Luís Filipe Menezes não consegue descolar nas sondagens. Tal, em si, nem seria particularmente relevante, se não fosse Menezes o autor das seguintes linhas:
«O que eu peço aos militantes é que olhem para estes indicadores e percebam que o PSD não arranca nas sondagens. Precisamos de uma oposição construtiva e diária e não de uma oposição dia sim, dia não». O PSD «precisa de se distinguir do PS» (DE, 27.7.2007).
O mesmo Menezes que depois de um fogacho inicial dizia:
«É simpático. É moralizador, mas somos realistas. Ainda não fizemos por merecer isso. Temos de fazer por merecer». «É um bom sinal. Um sinal de que existe uma possibilidade de os portugueses poderem ter uma lógica de alternância democrática do poder, mas não embandeiramos em arco» (Lusa via DD, 26.10.2007).
Menezes, entretanto, deixou de comentar sondagens, o que nos privou de o ouvir dizer que os resultados deixaram de ser simpáticos e moralizadores. Privou-nos de o ouvir dizer que eram um mau sinal quanto à possibilidade de se avizinhar uma lógica de alternância democrática sob sua tutela. A sua oposição construtiva e diária, pelos vistos, não convence.
publicado por Joana Alarcão às 21:39 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Onde é que estava Menezes?

Miguel Relvas recorda que foi «uma das pessoas que mais lutou contra a construção do novo aeroporto na Ota» e «a primeira pessoa a falar na hipótese de Alcochete, em Março de 2007» (Lusa via RTP online, 10.1.2008).
Certo. Só faltou recordar a proposta de referendo, mas isso agora não interessa nada...
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O ex-presidente da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações (COPTC) não quis deixar de vincar publicamente a sua posição. A mensagem interna não poderia ter sido mais clara. Luís Filipe Menezes, que não foi uma das pessoas que mais lutou contra a construção do novo aeroporto na Ota, nem a primeira pessoa a falar na hipótese de Alcochete, percebeu-a seguramente...
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A política dá muitas voltas. Em 2004, quando nada podia decidir, Menezes dizia que Relvas era o único que manteria no cargo. Em 2007, quando podia decidir alguma coisa, afastou-o da COPTC. No que diz respeito a Relvas, Menezes que se cuide.
publicado por Joana Alarcão às 02:03 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Quarta-feira, 09.01.08

A derrapagem

A memória, sempre a memória. Segundo o mandatário financeiro de Luís Filipe Menezes na corrida para a presidência do PSD, Nelson Cardoso, a campanha deveria custar entre 65 e 100 mil euros (Lusa via DD, 9.8.2007). Em vez disso custou, segundo dados oficiais provisórios, 192 mil euros. É difícil imaginar uma derrapagem maior. Dito isto, aqui entre nós, não digam a ninguém. Ainda algum jornalista pode sentir uma súbita vontade de confrontar Menezes com tão insignificante discrepância. Ou com o facto de Menezes ter anunciado na altura a intenção de apresentar um projecto de lei no Parlamento para regular as campanhas eleitorais internas dos partidos políticos, o que até agora não aconteceu. Falta de tempo, talvez?
publicado por Joana Alarcão às 02:32 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Terça-feira, 08.01.08

O desnorte de um homem do norte

Enfim, porventura posso ser eu que não estou a ver bem as coisas, mas parece-me impressionante o desnorte do PSD: ministro das Finanças, Banco de Portugal, CGD, BCP, ninguém escapa. O PSD faz o pleno e critica tudo e todos. O resultado? Quando tudo se critica, tudo é essencial e irrelevante ao mesmo tempo. O PSD perdeu por completo a noção daquilo que era verdadeiramente essencial: o BCP. Era aí, em exclusivo, por motivos vários, que deveria ter apontado os holofotes.
Sejamos claros. Não é por acaso que o Governo prescinde de Carlos Santos Ferreira à frente da CGD. Era do interesse estratégico do PS conquistar o controlo do BCP. A CGD, na ordem relativa das coisas, era secundária. Valia a pena perder a presidência da Caixa — mantendo o controlo accionista — a favor de um prémio maior: o BCP.
publicado por Joana Alarcão às 14:53 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Pode repetir, por favor?

Paulo Teixeira Pinto «vai escrever poesia, pintar e não conta voltar à política» (DN, 7.1.2008). Não conta voltar à política deve apenas querer dizer que não conta voltar a assumir um cargo político. Quanto ao resto, entre poesia e pintura, sempre se arranjará algum tempo.
publicado por Joana Alarcão às 14:41 | comentar | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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