Segunda-feira, 09.05.11

Urgente

O PSD apresentou ontem um bom e corajoso programa eleitoral. Afirmei-o publicamente na TVi 24 reagindo em directo à apresentação de Pedro Passos Coelho, e volto hoje, depois de ter lido o documento na íntegra, a reafirmá-lo. Arriscado? Sem dúvida, especialmente quando a população portuguesa continua intoxicada por uma ideia de “a socialised selfness giving” como Arthur Seldon descreveu. O PSD conquistou ontem espaço político e fortaleceu a democracia ao tornar mais clara a opção dos eleitores, mas e até 3 de Junho para contrariar o "marketing político viral" e a tentativa de lobotomização do eleitorado levado a cabo pela máquina socrática é necessário simplificar a mensagem nos detestáveis mas eficazes"sound bites". Para isso torna-se urgente bons dissiminadores da mensagem, torna-se fundamental que o PSD apresente a sua equipa.

publicado por Eugénia Gamboa às 13:59editado por Paulo Marcelo às 18:03 | partilhar
Quinta-feira, 05.05.11

How is this even possible?

O Pedro Magalhães escreve:
"(...)José Sócrates, the leader of the Portuguese Socialist Party (PS), achieved something that his predecessors had pursued in vain throughout more than three decades of democratic rule: an absolute single-party majority for the Socialists. Six years have now elapsed since that historic achievement. Unemployment has risen from 7.6% to 11.1%. The economy has grown at a meager average rate of 0.6% per year. Consumer confidence has reached the lowest level ever recorded. Central government debt represents now 93% of GDP, up from 71% in 2005. And the budget deficits in 2009 and 2010 were close to -10% of GDP, the largest in the last 160 years.(...).
A look at several short-term correlates of electoral behavior in the recent polls would certainly increase one’s near certainty about an incoming electoral landslide: PM Sócrates’s approval ratings are extremely low; close to 80% of the electorate evaluates the government’s performance as “bad” or “very bad”; and more than 90% describe the situation of the economy in the same way.
Therefore, what follows will probably come as a surprise: in fact, nothing like an electoral landslide is anticipated for the coming June election (...)How is this even possible? (...)"
A ler.

publicado por Eugénia Gamboa às 16:56 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Sexta-feira, 29.04.11

Uma nota rosa

Aproveite o breve interregno da propaganda socialista e siga a boda em directo. Não é um Mundial de futebol mas tem o mesmo efeito, com as vantagens acrescidas de ser bastante mais breve e colorido.
publicado por Eugénia Gamboa às 09:49 | comentar | partilhar
Quinta-feira, 28.04.11

Reviver o passado em Marraqueche

O criminoso ataque bombista de hoje, ainda não reclamado mas presumivelmente de origem salafista, no café Argana na turística e muito controlada cidade de Marraqueche, com os ecos de Casablanca em 2003, deverá ser visto com redobrada atenção no intricado e nada linear processo reformista marroquino. Por agora parece que as estratégias de anti-radicalização e anti-terrorismo, apesar da propaganda, não estão a resultar. Também não podemos cair na tentação de fazer a associação fácil deste ataque com as crescentes exigências por reformas democráticas do regime, traduzidas nas sucessivas e ordeiras manifestações populares que agregando críticos do regime inclui também o muito temido Movimento Justiça e Caridade. Aos desafios da reforma política dos regimes árabes, é bom não esquecer o desafio do islão radical. Juntamente com outros parceiros do sul europeu, Portugal tem uma responsabilidade especial nesta região: fazem falta sinais de apoio à estabilidade no Magrebe. Faz falta uma política externa...
publicado por Eugénia Gamboa às 21:41 | comentar | partilhar
Terça-feira, 26.04.11

De Abril a Abril

Três anos: de Abril de 2008 a Abril de 2011.


O mesmo homem que em Abril de 2011 afirma que " Estes três anos serão classificados como a maior crise dos ultimos 100 anos" é o mesmo que, no Verão de 2008, apregoava a boa situação económica e social de Portugal, que em Junho de 2009 se dizia "muito satisfeiro consigo próprio" e que era preciso " manter o mesmo ritmo de modernização", e que em Fevereiro de 2010 afirmava "aumentámos o déficite porque quisemos".


Foi assim que, de "progresso" em "progresso", de "sucesso" em "sucesso", fomos parar à bancarrota.
publicado por Eugénia Gamboa às 12:25 | comentar | partilhar
Sexta-feira, 15.04.11

Reclamar do quê?

A Mota-Engil vai reclamar por causa do TGV. Mas reclama do quê? Quando a "vitória" do consórcio neste concurso se deveu à "surpreendente" decisão do Governo de anular o concurso para o troço da alta velocidade Lisboa. Quando a Mota-Engil se transformou numa empresa do regime. Jorge Coelho afirmou que "2010 foi um excelente ano em termos de negócios" para a Mota-Engil, desejo que 2011 também o seja mas não à conta do contribuinte.

publicado por Eugénia Gamboa às 14:37 | comentar | partilhar
Quinta-feira, 14.04.11

Simples

Enquanto assistimos à réplica da receita estratégica de marketing político socialista das últimas eleições, vale a pena recordar:

"Mas não há vitimização, não há encenação que esconda a realidade em que nos encontramos... Nem há culpados a procurar, eles são óbvios, estão aqui: o PS governa há 15 anos, Sócrates lidera o Governo há mais de seis anos. É ele e só ele. E sem desculpa, que aliás não pede. Também por isso, ouvir agora Teixeira dos Santos afirmar que Portugal tem vivido acima das suas possibilidades, quando é Ministro das Finanças, soa a escárnio. Teixeira dos Santos não é o mesmo Teixeira dos Santos... Ministro e das Finanças? É como Mário Soares manifestar reservas sobre a candidatura de Fernando Nobre à Presidência da Assembleia da República... mas não é o mesmo Mário Soares que viu com bom olhos a mesma candidatura à... Presidência da República? A nós resta-nos resistir e subsistir."
publicado por Eugénia Gamboa às 11:04 | comentar | partilhar
Quinta-feira, 07.04.11

Pedido aos marketeers políticos de Sócrates

Tenham dó! Conseguimos engolir a contra informação que popula os nossos media. Damos de barato o alinhamento de notícias que parece de encomenda (hoje a TSF está no seu melhor). Aguentamos a estratégia comunicacional de vitimização/animal feroz, mas esta entrevistinha a António Campos já é demais:


publicado por Eugénia Gamboa às 10:30 | comentar | partilhar
Quarta-feira, 06.04.11

Pontos de informação

Ficámos a saber pelo Financial Times que: "Portugal is holding talks with the European Union on how to meet its immediate borrowing needs as its banks press Lisbon to seek a bridging loan until a new government can negotiate a bail-out deal." Fica aqui uma cronologia interessante (recebida por email) de como a desculpa de "comprar tempo" se tornou insustentável:

Fernando Ulrich (BPI)
29 Outubro - "Entrada do FMI em Portugal representa perda de credibilidade"
26 Janeiro - "Portugal não precisa do FMI"
31 Março - "por que é que Portugal não recorreu há mais tempo ao FMI"

Santos Ferreira (BCP)
12 Janeiro - "Portugal deve evitar o FMI"
2 Fevereiro - "Portugal deve fazer tudo para evitar recorrer ao FMI"
4 Abril - "Ajuda externa é urgente e deve pedir-se já"

Ricardo Salgado (BES)
25 Janeiro - "não recomendo o FMI para Portugal"
29 Março - "Portugal pode evitar o FMI"
5 Abril - "é urgente pedir apoio .. já"
publicado por Eugénia Gamboa às 12:52 | comentar | partilhar
Segunda-feira, 04.04.11

Miragens

A miragem nos números:
No Relatório Anual de Segurança Interna 2010 na categoria dos crimes contra a vida em sociedade, página 65 das 243 que o constituem podemos ler: "As principais variações negativas ocorreram nos crimes de incêndio/fogo posto em floresta, mato, arvoredo ou seara ( - 2781, equivalente a -29,1%) ". É bonito, é tranquilizador e não duvido da veracidade dos números mas recordo, para evitar inadvertidas associações de ideias e para os mais esquecidos, que 2010 foi um ano negro no que diz respeito a incêndios florestais
publicado por Eugénia Gamboa às 16:48 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Quarta-feira, 30.03.11

Fotoreportagem: Marrocos

Longe dos focos mediáticos, e evolução dos acontecimentos em Marrocos: Depois da Tunísia


Depois do Egipto


As reformas



"L’Etat, en face, doit surtout faire attention à ne pas répéter l’erreur de dimanche dernier, quand des policiers ont chargé les manifestants de Casablanca. ...La répression risque de radicaliser les modérés et de faire basculer (dans la colère) la majorité silencieuse. La violence de l’Etat ne casse pas seulement du manifestant, elle “tue” au passage le discours officiel, aussi prometteur soit-il."
A Revolução em Marcha "Il y a mille et une leçons à retenir de ce qui vient de se passer au Maroc en à peine un mois. La plus forte et la plus immédiate de ces leçons se trouve aussi être la plus simple. Elle crève les yeux. Le changement aura lieu non pas parce que, selon une certaine terminologie, “les Marocains ne sont pas prêts”, mais juste parce qu’ils le veulent. C’est suffisant. "


publicado por Eugénia Gamboa às 12:59 | comentar | partilhar
Quarta-feira, 23.03.11

Plano B

O tempo é crucial para a sobrevivência do regime líbio e Kadafi sabe-o bem. É uma questão de tempo até a “sintonia da comunidade internacional” começar a desafinar. Assim, aguarda “activamente” que o consenso histórico de 12 de Março da liga árabe se esboroe – “it remains politically difficult for many Arab states to use force against another Muslim country or to publicly side with Western powers in an attack on another Arab leader — even one as unpopular in the Arab world as Gaddafi”; que o entusiasmo no sucesso da aplicação da “no fly-zone” esfrie – “Britain’s Channel 4 TV reported that six villagers were injured by American troops, who apparently opened fire during the rescue of two U.S. crew members forced to eject over eastern Libya” e “Meanwhile, there were indications that international support for the coalition effort is beginning to flag, with China joining Russia in calling for a cease-fire to avert feared civilian casualties”; e que a sua política africanista dê frutos – “Teodoro Obiang Nguema chefe de Estado da Guiné Equatorial … defenderá como, presidente rotativo da UA, a política de não-intervenção nos assuntos internos da organização pan-africana.” ou “Côte d'Ivoire : à Abidjan, la crainte de massacres pousse les habitants à fuir"
É bom que a comunidade internacional começe a pensar num Plano B.
publicado por Eugénia Gamboa às 15:07 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Quarta-feira, 09.03.11

Binóculos


Enquanto de um lado se esquece a história,

Os EUA estão-se a preparar para uma eventual guerra civil prolongada na Líbia, entre o regime de Muammar Kadhafi e os rebeldes que exigem a queda do ditador. Os norte-americanos terão pedido à Arábia Saudita para fornecer armas aos rebeldes.

Do outro procura-se recuperá-la,

But why shouldn't the Egyptian Armed Forces rise to this occasion on their own initiative, as they did so heroically in 1973, and again, in their own way, just a few weeks ago here in Egypt? And why not broaden the base of operations by asking the Turkish government to authorize its air force to participate in a joint operation? An Egyptian or Egyptian-Turkish imposed no-fly zone over Libya would make it immediately possible for an American and European air lift to provide food for Liberated Libya.



publicado por Eugénia Gamboa às 15:22 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Segunda-feira, 07.03.11

Dúvidas Politicamente Incorrectas

Os recentes acontecimentos na região do Magrebe e Médio Oriente permitem vários níveis de análise e irão condicionar o debate académico e político nos anos vindouros. Do espectro que vai dos entusiastas da “geração facebook” aos fatalistas “velhos do Restelo” as revoltas ou revoluções são lidas com uma enorme expectativa, deixando para segundo plano o seu carácter “wikileaks” no sistema internacional que conhecemos. Nada será como antes. Este aspecto é particularmente evidente na política externa norte-americana, com o seu complexo sistema de alianças que vai muito além da NATO. Não é à toa que é em torno do futuro do Egipto se centram as preocupações dos analistas e estrategas americanos. O caso do Egipto, e a gestão política da saída de Moubarak, parece ser um exemplo da substituição de um “Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da Costa (SIVCC)” por uns tantos de pares de binóculos (por cá dizem-nos que são igualmente eficazes), que poderão trazer efeitos não desejados a longo prazo. O “SIVCC” estabelecido tinha por desígnio último a defesa do interesse nacional bem entendido, a manutenção da paz, a estabilidade internacional e do Estado de Israel, e deu frutos na abertura e implementação de reformas políticas e sociais em vários Estados da região, nomeadamente a Tunísia, o Egipto e a Jordânia (mas também, via Europa, apesar de não ser politicamente correcto afirmá-lo, na própria Líbia, que se arrisca a desaparecer tal como a conhecemos), neutralizando a influência do Islamismo radical, isolando o Irão ou a Síria. Um jogo difícil, delicado mas em que que todos os actores do sistema conheciam as regras (subtraio a estes todos o nosso primeiro-ministro). Os acordos, as alianças, e a conivência com regimes autoritários e semi-autoritários ao mais alto nível (o tal status quo) eram acompanhados por estímulos e apoios às forças sociais democráticas (fundações e ONG’s garantiam o apoio e a visibilidade a uma sociedade civil emergente), por pressões no sentido da salvaguarda nos direitos e garantias dos cidadãos. Pelo meio garantia-se a abertura dos mercados, os investimentos internacionais, a proliferação de empresas que fomentaram o estabelecimento de uma classe média naquelas sociedades – a tal condição necessária, apesar de não suficiente, para as instituições políticas democráticas, de que Peter Berger nos falava.
A crise financeira e económica internacional acelerou a história e acredito que, entre as pressões por uma gestão eficiente das finanças públicas, os cortes orçamentais nomeadamente na área de segurança e defesa, perante o “imprevisto” a que estamos assistir na região, os EUA estão a reagir como podem: a olhar para o panorama internacional com binóculos de curta distância. Mas ao contrário da nossa costa marítima tenho algumas dúvidas sobre as garantias de segurança que os binóculos darão. Pois, depois do que assistimos no Egipto, qual será a vantagem de um regime querer vir a ser, ou manter–se como aliado dos EUA? Esta questão prende-se com uma outra dúvida. Imaginando que as eleições presidenciais (recordo que nunca os Estados Unidos colocaram em causa os resultados das anteriores) previstas no Egipto são garantidas pela junta militar (que, suponhamos, não vê necessidade de observadores externos) e que o resultado não é satisfatório na percepção pública egípcia, originando uma enorme manifestação popular, qual será a posição dos EUA? E qual será a posição da Europa?
Será que assistimos ao fim da diplomacia?
publicado por Eugénia Gamboa às 16:00 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Sexta-feira, 04.03.11

Paralelos

O Iémen parece, por enquanto, um pálido eco da Líbia:

"Ali Abdallah Saleh accentue la pression face à une opposition inflexible. Le président yéménite a mis en garde, lundi 28 février, contre une partition du pays si son régime venait à tomber sous la pression populaire. "Le Yémen sera divisé, non pas en deux parties comme dans le passé, mais en quatre parties", a déclaré le chef de l'Etat lors d'une rencontre avec l'Association des ulémas du Yémen dans une mosquée de Sanaa."

e

"Des violences dans le nord du Yémen ont fait, vendredi, au moins quatre tués, dans cette région où sévit une rébellion chiite...Sur son site Internet, la rébellion chiite a affirmé que ces tirs avaient fait "des dizaines de victimes entre tués et blessés", sans donner de bilan précis."

Veremos, a manter-se a tendência de resposta violenta do regime aos protestos chiitas, se a reacção dos vários actores internacionais será idêntica.
publicado por Eugénia Gamboa às 17:07 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Extenuado

Traduzido no tique nervoso do ombro esquerdo, semanalmente tem sido visível o cada vez maior desconforto de Francisco Assis em defender o executivo. Agora, pressionado e em desespero, no meio dos argumentos do costume, a boca fugiu-lhe para a verdade:

"Assis alertou para vitória do “não” em caso de referendo à regionalização"
O Francisco está a precisar de férias.
publicado por Eugénia Gamboa às 10:20 | comentar | partilhar
Terça-feira, 22.02.11

Informação: " A Líbia não é a Tunísia nem o Egipto"

A propagação da revolta para lá da Cirenaica não era previsível. Previsivel seria a dureza da reacção do regime em defesa do seu "líder popular e grande pensador" Al-Qadhafi. Homem cujas ideias, como se pode ler na nota do editor do Livro Verde, "interpretam a vida como ela irrompe do coração dos atormentados, oprimidos, miseráveis e desgostosos...e assinalou o início da era das Jamahitiriyat (estados de massas)".
Não foi à toa que a chamada "oposição benevolente" ao regime de Mu'ammar Al-Qadhafi, Seif Al-Qadhafi, repetiu por 7 vezes a frase " A Líbia não é a Tunísia nem o Egipto", num discurso que devemos ler com muita atenção. Infelizmente, para o provável desfecho dos acontecimentos e futuro da Líbia, ele tem razão.
Já agora, que estamos em maré de previsões, vale a pena recordar que no final do ano de 2010 os nossos serviços de informações (SIED) tomaram a opção política de fechar as antenas em Marrocos, no Egipto e indirectamente na Argélia, mas manter antenas em Pequim, Moscovo e Nova Deli. Quer estrategicamente quer orçamentalmente foi o que podemos designar de uma opção bem informada.
publicado por Eugénia Gamboa às 12:17 | comentar | partilhar
Sexta-feira, 18.02.11

Leituras


“Avant on avait peur de Hassan II, aujourd’hui on a peur pour Mohammed VI”.

O editorial merece ser lido. Informações potencialmente úteis: O TelQuel é um semanário de qualidade, lido sobretudo pela makhzen e pela emergente classe média, pró-ocidental (leia-se pró-europeu, como toda a imprensa em língua francesa, mas não a publicada em árabe), nacionalista, muito crítico do sistema político marroquino, e férreo defensor da liberdade de expressão (alguns dos seus jornalistas já foram presos e alguns dos seus números foram impedidos de circularem por terem pisado la ligne rouge).
publicado por Eugénia Gamboa às 12:16 | comentar | partilhar

O mistério foi resolvido

…sobre a permanência de Rui Pereira no MAI. Afinal não são os contactos e as amizades nas altas e iluminadas esferas, não é uma concepção muito particular do princípio da responsabilidade política, é sim como ontem na Quadratura do Círculo António Costa disse e cito de memória: “ o estilo sóbrio do ministro trouxe resiliência ao cargo.” Está explicado.
publicado por Eugénia Gamboa às 11:45 | comentar | partilhar
Segunda-feira, 14.02.11

Apostas

Pode ver video aqui. Os sinais eram positivos e a gestão estratégica dos acontecimentos por parte das FA egípcias foi extraordinária: não só surgiram como salvadores da pátria como garantiram que, no futuro próximo, nenhuma alteração seja introduzida nos seus imensos privilégios políticos, económicos e sociais (por estranho que isto nos pareça era a provável alteração desse status quo o principal pecado interno de Gamal). Mesmo depois de ouvir o general Khalaf afirmar que "the army will decrease gradually" mantenho a minha previsão: o futuro presidente egípcio será necessariamente um militar. Para já aposto no Ministro da Defesa, Hussein Tantaui.
publicado por Eugénia Gamboa às 12:11 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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