Quarta-feira, 13.06.12

Aprender Sempre

 
O video fala por si não sendo necessário comentários adicionais. Apenas o destaque para a conjugação da simplicidade com a profundidade de uma perspectiva de vida.

 

A frase lapidar "Aprender é importante. Mas mais importante é aprender a aprender e desejar continuar a aprender" é de Pedro Arrupe.

 

Este homem nasceu, em Espanha, no início o século passado. Viveu e sofreu as agruras da Guerra Civil. Estudou medicina e entrou na Companhiade Jesus. Foi padre jesuíta até morrer tendo passado vários anos no Japão. Vivia a cerca de 6 Km de Hiroshima quando a bomba atómica aí foi lançada. Ajudou, até ao limite das possibilidades, os sobreviventes desta tragédia. Mais tarde foi Superior da Província do Japão e em 1965 é eleito Superior Geral da Companhia de Jesus. Cargo que desempenha até ao início dos anos 80 e do qual abdica em resultado de uma  trombose. Este seu cargo não foi isento de tensões  mas sempre se manteve como um homem de grande profundidade espiritual e de grande sabedoria. Também dele é o seguinte comentário:"O mundo avança mesmo sem nós, de nós depende que avance connosco!"

 

 

 

publicado por Vasco Mina às 20:27 | comentar | partilhar
Domingo, 10.06.12

Batalha de Aljubarrota

 

Num tempo em que faltam exemplos, vale a pena a visita ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA).

Os acontecimentos históricos em torno desta Batalha são, em si mesmos, um bom exemplo do que é o serviço à causa pátria. O exército castelhano (bem mais poderoso em efetivos e meios) foi exemplarmente derrotado e tal foi possível porque as elites políticas e militares souberam entender-se , porque houve liderança e porque foi definida uma estratégia.

 

A vida e obra de D. Nuno Álvares Pereira (que a Igreja em boa hora canonizou) é um testemunho de serviço. Foi o homem mais rico e poderoso do seu tempo. Nasceu nobre, foi militar e morreu como carmelita. Tudo doou para se entregar, totalmente, ao Serviço de Deus.

 

O CIBA é um bom exemplo do que é uma reconstituição histórica. Excelentes meios audiovisuais, guias bem preparados, rigor histórico, uma loja com artigos bem interessantes, espaço exterior com identificação da localização das tropas em combate, espaço lúdico para as crianças, cafetaria e ainda parque de merendas. Por vezes temos a mania de “ir lá fora” buscar exemplos. Neste caso “temos cá dentro”.

publicado por Vasco Mina às 23:14 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Domingo, 03.06.12

Convento da Arrábida

 

 

Sugestão para uma visita. Sítio único de beleza paisagística e com uma história que nos convida a refletir sobre o sentido das nossas vidas. Recomendo o apoio do Guia da Fundação Oriente que vale a bem a pena conhecer e ouvir.

Somos transportados para o Sec.  XVI e convidados a entrar no quotidiano dos eremitas Arrábidos da Família Franciscana. Convento construído com o apoio do Duque de Aveiro, D. João de Lencastre. Os poderosos e abastados de então apoiavam as Ordens Religiosas e suportavam a construção de Conventos.

A pobreza e a austeridade de vida são dimensões  que nos marcam ao longo da visita. São Pedro de Alcântara, quando aqui chegou, considerou  ser um Convento de luxo o que bem revela o patamar de exigência espiritual desta gente.

Estes eremitas aqui estiveram até 1834. Os liberais não toleravam os religiosos mesmo que estes fossem apenas e só homens que se dedicavam à oração e vivendo despojados de bens. Os arrábidos foram expulsos e os Conventos foram comprados pelos novos poderosos de então. Assim aconteceu com este que foi adquirido pela Casa de Palmela.

Em 1990 o Convento foi vendido à Fundação Oriente que recuperou este espaço e o tornou visitável. É fácil marcar a visita bastando ir ao site da Fundação.

 

 

 

publicado por Vasco Mina às 23:03 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Sexta-feira, 01.06.12

Contos (Ou Casos) Sem Fim…

 O “Caso Relvas” (adopto a designação do Pedro Picoito) é mais um Caso que se vai arrastar nos próximos tempos, tomando lugar nas televisões, jornais e blogosfera. Tal como aconteceu e acontece com todos os outros casos que, há anos, circulam nos nestes espaços. Nesta perspectiva, o “Caso Relvas” não tem qualquer novidade. Estamos condenados a ler os conteúdos de sms (que serão divulgados em regime de “conta-gotas”), a assistir a novas informações seguidas de contra informações, a acompanhar a divulgação de contactos entre os protagonistas deste caso, a ver a entrada de novos actores, etc, etc.

Os jornais e televisões se encarregarão de dar vida a este caso. A prioridade será sempre garantir “uma novidade” e assim assegurar vendas e audiências.  A dura realidade em que o país se encontra será sempre a notícia seguinte.

De nada adianta ao Governo tratar este caso como nada fosse. Tal como também aconteceu num passado recente, será sujeito a um grande desgaste e a credibilidade política será afectada.

Ou seja, um Caso Sem Fim… Até que surja outro Caso!

publicado por Vasco Mina às 00:49 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Domingo, 27.05.12

Parabéns ao Banco Alimentar!

 

 

Parabéns ao Banco Alimentar! Parabéns às centenas de voluntários que contribuíram para mais uma Campanha! Parabéns à Isabel Jonet!

O aumento das quantidades doadas pelos portugueses ( 18% às 18h00 de Sábado) é um bom exemplo da importância da seriedade e da transparência. Quando tal acontece, todos aderem!

Bom exemplo também (espera-se) para aqueles que ainda não perceberam que é pelo exemplo que se consegue mobilizar e envolver pessoas e vontades. Somos todos exemplo para os outros e só podemos pedir ajuda e esforço se começarmos nós mesmos a dar testemunho.

publicado por Vasco Mina às 15:28 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Sábado, 26.05.12

Quando Se Zangam as Comadres…

Os “casos” (de vária natureza, ordem e feitio) crescem diariamente e basta olhar para as primeiras páginas dos jornais e para muitos dos blogs. São políticos, jornalistas, empresários, advogados, gente que está no poder, gente que esteve no poder, da direita, da esquerda… Pouco ou nada se sabe, em cada um dos casos, do que verdadeiramente aconteceu (se é que aconteceu)… Mas sabe-se que (afinal) muitos se contactavam ou falavam quando (aparentemente) mal se conheciam…

 

O Pacheco Pereira referia-se, na “Quadratura do Círculo”, à promiscuidade entre políticos e jornalistas. A Maria João Marques, hoje, aqui no Cachimbo alertava também para um caso bem conhecido. Num país pequeno como o nosso é quase uma fatalidade. E não apenas entre políticos e jornalistas. Faz falta a noção e a vivência de fronteira. Quando esta não existe temos um “caldo” que é, aparentemente, saboroso quando tudo está bem mas quando a sopa azeda fica tudo estragado. Ou, como diz a sabedoria popular, “quando se zangam as comadres…”

 

A zanga das comadres tem muitas e óbvias vantagens. O problema é que as comadres também acrescentam pontos e às tantas não temos contos mas sim “casos”…

publicado por Vasco Mina às 14:59 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Domingo, 20.05.12

Geração de 62

 

Este é o meu primeiro post na blogosfera e por isso agradeço, aos membros do Cachimbo de Magritte, a possibilidade de contribuir para o comentário e para o debate que correm neste blog.

Começo com a Geração de 62 pois foi nesse ano que nasci e por isso dedico este escrito aos da minha criação. Somos sempre fruto de nós mesmos, das circunstâncias que nos rodeiam e das relações que construímos. Nascemos ainda no tempo do Estado Novo e crescemos, aqueles com quem caminhei ao longos destes 50 anos, em famílias estruturadas e da habitualmente chamada pequena burguesia. Tudo muito tranquilo, repartindo-se o ano entre a escola, as férias e o futebol. A guerra no Ultramar era algo que se ouvia falar e pelo Natais víamos aquelas reportagens televisivas em que os militares (dispostos em filas infindáveis) enviavam (os que enviavam) mensagens para as suas famílias. Não tínhamos militantes anti-fascistas na família e, alguns, tinham irmãos mais velhos envolvidos nas lutas académicas de então. Da PIDE e da censura só nos demos conta depois .

Em 25 Abril de 74 tínhamos 11/12 anos. Assistimos à Revolução sem perceber muito bem o que se passava. Os nossos avós cheios de medo e os nossos pais com optimismo. Assistimos, entre jogos de futebol que não deixámos de jogar , à Revolução, às primeiras eleições e ao Verão Quente de 75. Demos conta que, afinal, existiam muitos anti-fascistas mesmo entre familiares e amigos dos nossos pais. Chegámos à Faculdade em 1980 ainda a tempo de vermos algum combate político no meio académico. Alguns de nós integraram Associações de Estudantes e um ou outro militaram nas “J” de então.

Chegámos ao mercado de trabalho num tempo em que se assistia ao cansaço da política e crescia a sensação de que era a altura de voltar, em força, à vida profissional. Até porque a entrada na EU ocorreu por essa altura e não muito tempo depois o País assistiu ao início de um tempo em que a economia cresceu significativamente e as oportunidades profissionais surgiam de todos os lados.

Agarrámos as ditas oportunidades profissionais e (quase) nenhum se dedicou à política ativa. Esta ficou entregue aos que fizeram uma opção diferente e que (curiosamente) são, desde há poucos anos, os que ocupam o poder político.

Estamos hoje perante a realidade que se conhece e, alguns, a enfrentar já o desemprego (efectivo ou à vista). Não nos consideramos uma geração de “sucesso” apesar do valor que acrescentámos por onde passámos e ainda hoje continuamos. Mas  sentimos que algo ficou por fazer e, politicamente falando, faltou intervenção e participação.

Em jeito de síntese (e para não alongar o post que se requer conciso) nascemos no Estado Novo mas não somos desse tempo. Assistimos à Revolução sem participarmos nela. Ganhámos em capacidade de análise dos tempos pré e pós Revolução pois conseguimos olhar para esses períodos de uma forma “desapaixonada”. Mas deixámos que outros tomassem conta da política. Antes, porque eramos miúdos e, depois, porque os desafios profissionais nos absorveram.

publicado por Vasco Mina às 22:36 | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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