Sábado, 01.05.10

O caso de Inês de Medeiros

Esta semana, na TVI 24, Inês de Medeiros em discurso directo falou do seu interesse pela política, do seu entusiasmo pelos trabalhos que está a desenvolver no Parlamento, e da desilusão pelo que se tem escrito quanto ao pagamento das suas viagens. O parecer jurídico da Assembleia da República autorizou o pagamento, mas a última palavra cabe agora aos partidos. Afinal esta "estória" ainda agora começou. A petição on-line a exigir que Inês de Medeiros renuncie ao mandato continua a somar cada vez mais assinantes. Na entrevista, a deputada defendeu-se explicando que neste curto espaço de tempo, entre as eleições e o início do mandato, não tinha condições para deslocar toda a família de Paris para Lisboa. Deixou também bem claro que não vai deixar de exercer o seu mandato caso o Parlamento não lhe pague as viagens. E por fim sublinhou que o valor estimado não ultrapassa o plafond de custos com viagens em território nacional. Possivelmente se a deputada não fosse independente e tivesse um nome menos sonante, o caso daria apenas para uma pequena breve nas páginas dos jornais.
publicado por Joana Alarcão às 12:24 | comentar | ver comentários (9) | partilhar
Sexta-feira, 30.04.10

O dilema Grego

Para um país devedor, a principal penalização por incumprir é a perda de acesso a crédito adicional. Para a Grécia ser salva, é-lhe imposto que diminua o seu déficit orçamental para menos de 3% do PIB.

Quando o déficit orçamental se aproxima de 0, um Estado deixa de necessitar de crédito adicional, embora necessite de refinanciar o crédito já existente.

É aqui que se coloca um grande dilema à Grécia, e a qualquer outro grande devedor. Se um país nesta situação é obrigado a eliminar o seu déficit orçamental, então sofre a principal penalização que um incumpridor sofreria, mas não obtém um corte no seu serviço de dívida ou no montante que deve.

O que é que isto significa? Que racionalmente, para um país a quem é imposto reduzir brutalmente o seu ritmo de endividamento adicional, pode fazer mais sentido simplesmente incumprir.
publicado por Joana Alarcão às 02:35 | comentar | partilhar
Quarta-feira, 28.04.10

Resumo do entendimento JS - PPC

"You want the truth? You can't handle the truth!" *

* "Querem a verdade? Vocês não aguentam a verdade!"
publicado por Joana Alarcão às 16:19 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Domingo, 25.04.10

Por quem os sinos dobram

Wolfgang Schäuble já o disse implicitamente. O salvamento da Grécia, é o salvamento dos credores da Grécia.

Também sabemos que a Grécia não está só, sendo apenas parte dos famosos PIGS, grupo no qual também se inclui Portugal.

Então, vejamos a distribuição das responsabilidades desta suinicultura, que talvez explique melhor o entusiasmo com que a França luta pelo ideal Europeu, e a forma como a Alemanha atropela relutantemente a vontade do próprio povo.


publicado por Joana Alarcão às 18:27 | comentar | ver comentários (10) | partilhar
Quinta-feira, 22.04.10

Viagem pela Literatura Judaica


Uma viagem pelos grandes temas da literatura judaica, é o que propõe o TEIA, projecto de Teatro, Experimentação, Inovação, Acção. O ciclo de reflexão sobre religiões, proposto por este projecto, inclui a 27 de Abril, às 19h, no salão nobre do Teatro D. Maria II, a leitura de literatura judaica, feita por Lúcia Liba Mucznick. A 25 de Maio o tema será o Animismo. A leitura dos textos estará a cargo de Alberto Carvalho.

A equipa de gestão do Teatro D. Maria II com uma forte aposta na diversificação de públicos, tem conseguido ter casa cheia. Uma boa parte do sucesso deve estar relacionado com o facto de se poder comprar bilhetes pela internet. Os projectos do TEIA são também motivo para visitar o D. Maria, com actividades para a compreensão e experimentação do acto teatral, e aproximação ao texto de teatro.
publicado por Joana Alarcão às 20:00 | comentar | partilhar
Terça-feira, 20.04.10

Filhos e enteados, versão Alemã

Numa entrevista ao Spiegel Online, Wolfgang Schäuble, Ministro das Finanças Alemão, diz isto:

Because Greece is a member of the European monetary union. Greece's debts are all denominated in euros, but it isn't clear who holds how much of those debts. For that reason, the consequences of a national bankruptcy would be incalculable. Greece is just as systemically important as a major bank.

Isto é extraordinário, o que Wolfgang Schäuble está a dizer com todas as palavras, é que consoante quem detenha a dívida Grega, pode ser necessário salvar a Grécia (salvando esses investidores).

Trata-se de uma falência ética total, em que o poder do Estado está colocado ao serviço de investidores específicos. Uns são filhos, e vêem os seus investimentos garantidos pelo Estado, outros são enteados, e vivem com as suas perdas.

publicado por Joana Alarcão às 02:01 | comentar | ver comentários (13) | partilhar
Domingo, 18.04.10

Será este o nosso futuro?

"Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas."

Legião Urbana
Brasil 1992
publicado por Joana Alarcão às 10:50 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Sábado, 17.04.10

Islândia em cinzas

Após ter sido consumida pelas chamas do subprime, a Islândia chove agora em cinzas sobre a Europa. Abaixo fica uma animação das cinzas Islandesas, que nos últimos dias têm levado a incontáveis adiamentos e cancelamentos de vôos comerciais.

publicado por Joana Alarcão às 23:30 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Curta-metragem

Para desanuviar, uma interessante curta-metragem de Vincent Bal (1996).

publicado por Joana Alarcão às 16:08 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Quarta-feira, 07.04.10

A morte da ética

Uma conclusão importante a retirar desta crise e da reacção das autoridades à dita nos EUA, é que a ética e a moral só existem quando se destinam a moderar o homem comum e cumpridor. Quando o objectivo foi salvar o status quo, a ética e a moral foram colocadas abertamente de lado, na forma de dezenas de programas que atribuiram directamente dinheiros públicos a pessoas e entidades privadas.

Significa isto que sempre que o homem comum se vir perante um problema em que a ética e a moral o limitam, ele estará agora objectivamente errado em obedecer a essas limitações (a menos que isso implique o desrespeito da lei).

Seria uma surpresa que este desenvolvimento não levasse a uma sociedade substancialmente menos cumpridora no campo ético e moral. E isso mesmo já se começou a observar, com uma fatia significativa do incumprimento nos EUA a passar a ser "estratégico" (ou seja, pessoas que conseguem pagar os empréstimos mas não os pagam por acharem ser essa a melhor opção).

É duvidoso que esta tendência se vá limitar apenas ao incumprimento estratégico, é provável que este fenómeno afecte todas as facetas da sociedade.
publicado por Joana Alarcão às 22:24 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Sexta-feira, 19.03.10

Programa de estabilidade e crescimento, uma crítica.

Há algo no PEC que me incomoda seriamente, mas tenho visto pouco comentado.

Esse algo é a opção por cortar nominalmente prestações sociais, mas não mexer nos salários da função pública. De facto, o PEC fala em colocar limites ao RSI (que não se disputa ser algumas vezes mal atribuído), fala também de rever a relação entre o salário líquido e a prestação do subsídio de desemprego (rever, entende-se, em baixa), fala por fim em congelar nominalmente alguns tipos de prestações sociais (as não-contributivas) até 2013.

E o que diz dos salários da Função Pública? Diz que serão "congelados" ... em termos reais. Congelados em termos reais é sinónimo de admitir que ainda podem subir em termos nominais. É também sinónimo de não sofrerem qualquer corte.

Acho perfeitamente incrível que o Estado Português tenha escolhido cortar na sua função social, antes de cortar nos salários da sua estrutura.
publicado por Joana Alarcão às 00:28 | comentar | ver comentários (14) | partilhar
Quarta-feira, 17.03.10

Enough is Enough ?


Pode a juventude urbana de um país africano fazer a diferença? A esta questão respondem os jovens da Nigéria com a iniciativa Enough is Enough. A ideia é reconhecer que sendo 70 % da população não podem continuar a manifestar-se apenas on-line em plataformas como o facebook ou twitter. O apelo chega pelo youtube. Estes jovens procura inverter a situação de falta de democracia e representatividade no país e transformar a “ do nothing generation” num movimento que possa mexer no status quo.
publicado por Joana Alarcão às 11:22 | comentar | partilhar
Segunda-feira, 08.03.10

Comandante Sousa Monteiro

Numa altura em que o país necessita desesperadamente de pessoas sérias, íntegras, competentes, que se dediquem à causa pública, foi com tristeza que soube do abrupto falecimento do Comandante Sousa Monteiro, na queda de uma avioneta que pilotava.
Além deste seu perfil, de dedicação ao país e à causa pública, que abraçava como uma das suas missões, tinha a paixão pelos aviões. Ainda há poucos meses almocei com ele e, depois de lhe contar a minha experiência a bordo de um Cessna, cujos comandos tomei por breves momentos, ele convidou-me a dar um pulo ao Alentejo para dar uma volta no avião que lá tinha. Na altura, após alguma hesitação, declinei o convite, pelo que este acidente ainda me deixa mais perturbado, pois se havia pessoa experiente e sabedora era o Comandante Sousa Monteiro (ex-comandante da TAP e que se manteve ligado à aviação, em empresas da área, no mundo académico e como habitual comentador destes temas na televisão).
Da pouca contribuição que tenho tentado dar na área da prevenção da corrupção, o Comandante Sousa Monteiro sempre foi uma das pessoas que mais alento me deu e ajudou-me a organizar uma das últimas conferências na SEDES, de quem era um sócio exemplar e participativo – talvez até o mais participativo nas assembleias gerais – onde dinamizava um grupo de trabalho de cidadania.
PS: o corpo encontra-se na capela de Santa Joana Princesa, Alvalade, até às 16:00 de hoje (09.03.2010), seguindo às 17:00 para o cemitério dos Olivais.
publicado por Joana Alarcão às 10:00 | comentar | partilhar

Reflexões para o Dia da Mulher

Elas trabalham mais 16 horas por semana e ganham menos.
publicado por Joana Alarcão às 00:01 | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Domingo, 28.02.10

Arqueologia

Os meus Scorsese preferidos são Mean Streets, Taxi Driver, Touro Enraivecido e Goodfellas. Não há que ter medo dos consensos. Todos estes filmes têm uma marca comum: a urgência. Filmes de autor, a esticar limites estéticos e morais, tal como as personagens que os habitam. Harvey Keitel no primeiro, Robert de Niro nos outros dois e Ray Liotta no último. Casino, também muito bom, é menos urgente, produto de um realizador mais seguro e mais perfeito mas menos interessante. Aqui, a violência, mesmo quando brutal na intensidade (a cena do espancamento no milheiral), é mais inócua (comparar com a cena inicial de Goodfellas), mais estetizada. Uma abordagem da violência que atinge o paroxismo nas videoclipescas cenas de luta em Gangs de Nova Iorque: as facadas e os golpes de machado já não ferem. Scorsese, também não. Há comparação possível com a catarse sangrenta de Travis Bickle, com as fúrias domésticas de Jake La Motta, com o descontrolo maníaco de Tommy DeVitto? Não há. Scorsese deu lugar ao mestre. Depois de Goodfellas, os filmes começaram a ser realizados pelo cinéfilo apaixonado que nos levou pela mão e pelo coração através do cinema americano e do cinema italiano. Duvido que este Scorsese tivesse a audácia de filmar a trip de Ray Liotta, muito provavelmente a sequência mais radical, inovadora e influente do cinema mainstream americano dos últimos 25 anos.

Scorsese, tal como outros companheiros da geração de 70, não queria implodir Hollywood, queria ressuscitá-la. Esta tensão entre tradição e ruptura, entre a lei dos estúdios e a independência autoral, é o código genético de grande parte dos filmes daquela década que se tornaram clássicos. Os falhanços de Friedkin, Cimino e Coppola reduziram o espaço dos realizadores e, aqueles que não desapareceram, foram obrigados a renunciar a uma visão mais pessoal em favor de projectos menos arriscados para os estúdios. O Cabo do Medo é uma obra que nasce neste contexto. Spielberg terá dito a Scorsese que iria produzir o seu maior sucesso comercial e entregou-lhe este remake de um série b do início anos 60, de J. Lee Thompson. O filme, apesar de todo o virtuosismo de Scorsese, é uma homenagem, um exercício de estilo, uma obra impessoal. Anos depois, com o Aviador, Scorsese levaria ao extremo esse exercício de arqueologia cinéfila. Somos obrigados a admirar a fotografia de Robert Richardson, mas quando um aspecto técnico se sobrepõe à visão do realizador é porque este não tem uma ou é tão frágil que temos de nos contentar com o superficial. A paixão de Scorsese pela história do cinema está bem expressa no documentário A Personal Journey with Martin Scorsese Through American Movies. Enquanto declaração de amor, Shutter Island não nos diz nada que não soubéssemos. Mais uma vez há a notável fotografia de Richardson e a montagem da eterna Telma Schoonmaker. A interpretação de diCaprio é a mais convincente das quatro colaborações com Scorsese, mas o filme é plot, plot e mais plot.
“Nos melhores filmes de Scorsese só cabe a vida inteira. Um simples enredo não chega para o realizador que ele é. Scorsese é narrador de percursos, de ascensões, quedas e redenções. Não é o tarefeiro a quem se peçam filmes d'hór-i-meia, planos eficazes, trabalho despachado e adeus-até-à-próxima. Dos seus filmes diz-se que são "character driven" porque a narrativa obedece às personagens e não aos truques do argumento. As personagens não estão submetidas às necessidades da intriga, seguem apenas as suas pulsões, quase sempre auto-destrutivas, das quais apenas uma muito católica ideia de redenção as pode salvar.” Escrevi isto a propósito de Entre Inimigos e o mesmo pode ser aplicado a Shutter Island. A violência continua inócua (a cara desfeita de um general alemão, criancinhas afogadas como nos filmes japoneses de terror, alguns sustos série b) e é fraco consolo saber que ninguém filma como Scorsese. Dele queremos e esperamos mais. Mas, pelas últimas amostras, o melhor é tirar o cavalinho da chuva e rever muitas vezes aqueles quatro filmes, da época em que o artista não brincava aos tarefeiros.
publicado por Joana Alarcão às 20:29 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Segunda-feira, 22.02.10

Hoje às 21h

Será que é agora que começa uma real oposição a este governo?
publicado por Joana Alarcão às 19:05 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Dia Europeu da Vítima de Crime

Clicar para ampliar
Foto da campanha de violência contra as mulheres ("há marcas que ninguém deve usar") da APAV. As campanhas mais emblemáticas da APAV aqui.
publicado por Joana Alarcão às 12:59 | comentar | partilhar
Quarta-feira, 17.02.10

Oposição ou Resistência?

No último mês, a oposição procurou saber qual a situação das contas públicas e como o executivo pretende governar. Por diversas vezes os líderes da oposição, com perguntas directas ao Primeiro-Ministro, procuraram saber, para além da forma e do discurso optimista e empreendedor do governo, como andam as finanças do país. As tentativas de apuramento dos factos levam a crer que a oposição está do outro lado da cortina, a esgravatar o terreno, para entender a realidade. Mais do que oposição, soa a resistência, como se vivêssemos num cenário onde a aparência oculta a verdade. O caso Mário Crespo e as escutas reveladas pelo semanário Sol ilustram este cenário. Algo vai ter que mudar. A resistência por si só não é suficiente.
publicado por Joana Alarcão às 23:19 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Quarta-feira, 10.02.10

Mostra de Arte Timorense


Flávio Miranda - Museu do Oriente
até dia 14 de Fev.
publicado por Joana Alarcão às 11:49 | comentar | partilhar
Quinta-feira, 04.02.10

Portugal: Estratégia de defesa

Levando em conta todas as variáveis disponíveis, desde o peso do Estado na economia, a natureza desse peso, o endividamento do Estado, o endividamento das famílias e das empresas, a progressão desse endividamento, o déficit orçamental, o déficit externo, as necessidades de financiamento externo, a impossibilidade de imprimir a nossa própria moeda, a continuidade do aumento do desemprego ...

... levando em conta tudo isso, torna-se óbvio que Portugal vai colapsar. E que esse colapso em princípio levará com ele a quase totalidade, ou mesmo a totalidade, do sistema financeiro.

Perante isto, e por muito que nos custe, convém ter um extremo cuidado onde se depositam as poupanças. Bancos não serão seguros, nem se pode afirmar com toda a certeza que certificados de aforro o serão. Em princípio, e como é normal neste tipo de situações, só em entidades externas se estará seguro.

Sim, esta mensagem é a sério. Não é provável que existam medidas que possam ser tomadas em tempo útil para evitar esta realidade. E mesmo que existissem, não é provável que haja vontade de tomar essas medidas. Uma hipótese de salvação poderá existir, se a Europa nos salvar, num bailout.

(Esta mensagem foi publicada no fórum do Think Finance há pouco mais de 6 meses, mas dada a relevância actual penso que se justifica repeti-la aqui)
publicado por Joana Alarcão às 13:30 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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