O Deve e o Haver na Ratificação do Tratado de Lisboa.

Hoje, o presidente Cavaco Silva, em discurso proferido no Palácio de Belém e, formalmente, dirigido aos representantes do corpo diplomático creditado em Lisboa, recordou que uma não ratificação do Tratado de Lisboa pelos Estados membros da União Europeia terá grandes custos para esta e para aqueles. Não tenho qualquer dúvida e, se me é permitido, acompanho o presidente nas suas reflexões. No entanto, convém recordar que uma ratificação do Tratado de Lisboa também terá custos para os Estados membros da União Europeia e para esta no seu todo (já para não falar nos custos e benefícios que acarretará para todos os seus interlocutores internacionais). É também destes custos que se deve começar séria e friamente a falar e a discutir no processo que, por toda a Europa, conduzirá, ou não, à ratificação do citado Tratado. Em tudo há um custo e um benefício, e não sei se é claro para todos (a começar pelas elites europeias) a relação custo/benefício (político, económico, social, cultural ou outros) que a eventual ratificação do Tratado de Lisboa trará.
publicado por Fernando Martins às 18:18 | comentar | partilhar