Quarta-feira, 30.11.11

Uma batalha nuclear

 

A energia é cada vez mais um tema de contenda na disputa eleitoral. E Portugal tem prova disso, Sócrates e o PS foram os primeiros a explorar o tema com sucesso eleitoral (Foz Côa, renováveis).

 

Depois dos Estados Unidos (lembram-se do famoso slogan republicano "drill, baby, drill"), da Alemanha, é agora a vez da França, as próximas eleições presidenciais também se jogam neste tabuleiro – com o PS francês a fazer uma aliança pré-eleitoral com os verdes (Europe Ecologie Les Vertes) para o encerramento de 24 das 58 centrais nucleares francesas até 2025, e a suspensão da construção de mais centrais nucleares após Flamanville. O UMP responde acusando o PS de demagogia, e de querer destruir a indústria nuclear francesa, de não ter consciência do impacto social e económico, de uma decisão destas. Esta pode ser uma das batalhas nucleares das próximas eleições presidenciais em França. E lá, se a coisa vira, temos o mais sério e significativo revés (talvez fatal), da indústria nuclear europeia.

 

Neste mesmo tabuleiro, Sarkozy também não se inibe de jogar as suas cartadas eleitorais, e por decreto, resolveu congelar o preço do gás até às eleições. Só que teve azar, por decisão do Supremo Tribunal Administrativo, após recurso dos comercializadores, o decreto foi suspenso. A batalha continua.

publicado por Victor Tavares Morais às 07:55 | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Quarta-feira, 15.06.11

Uma (verdadeira) campanha de ódio (*)

"Rose Vichy" de Fernando Gabriel no Diário Económico

 

Em 1918 Franz Kafka redigiu uma carta dirigida ao seu pai, Hermann, que a mãe nunca teve coragem de entregar ao destinatário. Recordo-me sobretudo do prefácio do tradutor, sublinhando que Hermann não atraiu o ódio do filho pelo exercício prepotente ou violento da autoridade, mas por esperar dele algo de que Franz era incapaz: a normalidade. O sarcasmo paternal exacerbou o sentimento de culpa de Franz e este retribuiu com uma denúncia histérica da vida familiar, cuja qualidade poética é inversamente proporcional ao conteúdo de verdade. No final, prevalece um sentimento de empatia pelo pai de Kafka, acusado pelo filho em desagregação mental. A Carta ao Pai mostra como o ódio enquanto motivação da escrita produz facilmente efeitos contrários aos pretendidos. Recordei-me disto enquanto lia a recém-editada "biografia" de Marine Le Pen, presidente da Front National e candidata presidencial, escrita em co-autoria por Caroline Fourest e Fiammetta Venner.

 

Continuar a ler aqui

 

(*) Para distinguirem da outra que nos querem convencer que existiu

publicado por Miguel Noronha às 10:56 | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

pesquisa

 

posts recentes

links

Posts mais comentados

últ. comentários

  • ou podre
  • http://fernandovicenteblog.blogspot.pt/2008/07/si-...
  • O pagamento do IVA só no recibo leva a uma menor a...
  • O ranking tal como existe é um dado absoluto. Um r...
  • Só agora dei com este post, fora do tempo.O MEC af...
  • Do not RIP
  • pois
  • A ASAE não tem excessos que devem ser travados. O ...
  • Concordo. Carlos Botelho foi um exemplo de dignida...
  • ou morriam um milhão deles

tags

arquivos

2014:

 J F M A M J J A S O N D

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

2008:

 J F M A M J J A S O N D

2007:

 J F M A M J J A S O N D

2006:

 J F M A M J J A S O N D

subscrever feeds