Quarta-feira, 06.07.11

São Rosas

 

Porque convém conhecer os autores antes de os usar como arma de arremesso ou em vergonhosos exercícios de assassinio de carácter aqui fica um oportuno esclarecimento do Luciano Amaral

 

Carl Schmitt não é um crítico da democracia, é um crítico do liberalismo.  Schmitt acreditava no poder de excepção do soberano. Como, no mundo contemporâneo, o soberano é o povo,  Schmitt acreditava que todo o poder de excepção no mundo contemporâneo se teria de fundar na democracia. Acusar alguém de ser liberal, anti-democrático e schmittiano é um simples absurdo.

 

[A] democracia envolve uma dimensão conformista, totalitária e liberticida; na medida em que a democracia procura restringir diversas liberdades, incluindo a de pensamento, nomeadamente a liberdade de criticar a democracia – daí o conformismo, o totalitarismo e o liberticídio potenciais na democracia. (...) Convém relembrar a velha boutade churchilliana que toda a gente cita e muita parece ainda não ter percebido completamente: a democracia é o pior dos regimes… com excepção dos outros todos (sublinhado meu).

publicado por Miguel Noronha às 15:41 | partilhar
Segunda-feira, 13.06.11

O PSD e o liberalismo

Alberto Gonçalves

 

"A esquerda chegou a um consenso: o actual PSD é o mais "neo-liberal" (sic) de sempre. Não me lembro se a esquerda achava o PSD de Manuela Ferreira Leite só um pedacinho "neo-liberal", o PSD de Santana Lopes pouco "neo-liberal", o PSD de Durão Barroso quase nada "neo-liberal", o PSD de Cavaco Silva nada "neo-liberal" e o PSD de Sá Carneiro uma força socialista à maneira e digna do voto de todos os trabalhadores. Provavelmente, a esquerda também não se lembra do que então achava. Provavelmente, "neoliberal" é apenas um sinónimo moderno de "fascista", que por sua vez definia todos os biltres que não estavam entusiasmados com a possibilidade de transformar Portugal numa Cuba europeia ou numa Albânia atlântica."

publicado por Miguel Noronha às 11:42 | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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