Quarta-feira, 16.01.08

Foi você que pediu um filme de terror?


Apesar de ser mais do que previsível, não deixa de ser uma surpresa a forma como esta liderança do PSD não é levada a sério ao fim de tão pouco tempo. Independentemente das suas limitações, com Luís Marques Mendes já se discutia política. De forma gradual, nem sempre bem conseguida é certo, a anterior direcção social-democrata conseguira erguer algumas bandeiras alternativas e, igualmente importante, conseguira reconquistar alguma credibilidade. É certo que muito ainda estava por fazer e Marques Mendes nem sempre mostrou a coragem necessária para ir mais fundo.
O pouco, mas importante, que se conseguira alcançar, foi para o lixo num abrir e fechar de olhos. O PSD é agora um deserto total. O partido não tem nem líderes nem políticas alternativas para apresentar ao eleitorado. O PSD não tem nada, rigorosamente nada para mostrar. Mas mesmo que tivesse duvido que o conseguisse transmitir eficazmente, no meio de tanto faits-divers, tanta contradição, tanto disparate.
Conhecemos este filme. Sabemos como ele termina.
publicado por Joana Alarcão às 23:34 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Terça-feira, 15.01.08

As consequências do seu próprio veneno


«O mais extraordinário é que o líder do partido tenha entrado nisto. É isto que o eleitorado quer do PSD, esta imagem acossada, nervosa e intranquila, é isto que nos dá respeito e credibilidade?», interrogou Miguel Macedo, o antigo secretário-geral de Luís Marques Mendes na sua intervenção na reunião à porta fechada do grupo parlamentar do PSD (Sol online, 15.1.2008).
Luís Marques Mendes, em tempos, queixou-se publicamente da «guerrilha interna sistemática, permanente e organizada» de que era alvo constante (18.7.2008). Luís Filipe Menezes, agora, provou o seu próprio veneno e pelos vistos não gostou. Optou por valorizar as movimentações da sua oposição interna, manifestamente um erro.
Alguém dizia que «são mais dois meses e calam-se. A partir de Maio ou Junho ninguém vai querer fazer contestações e a partir de Outubro já não vão pensar nem falar noutra coisa que não sejam as listas do partido» (Sol, 12.1.2008: 12). É capaz de estar muito enganado. Não é com os lugares de deputados que Menezes conseguirá calar muitos dos seus opositores. Nem será com lugares de deputados que a esmagadora maioria dos militantes do PSD se preocupa. Lamento informar, mas a contestação interna veio para ficar. O PSD será isto até 2009.
publicado por Joana Alarcão às 12:21 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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