O desnorte de um homem do norte

Enfim, porventura posso ser eu que não estou a ver bem as coisas, mas parece-me impressionante o desnorte do PSD: ministro das Finanças, Banco de Portugal, CGD, BCP, ninguém escapa. O PSD faz o pleno e critica tudo e todos. O resultado? Quando tudo se critica, tudo é essencial e irrelevante ao mesmo tempo. O PSD perdeu por completo a noção daquilo que era verdadeiramente essencial: o BCP. Era aí, em exclusivo, por motivos vários, que deveria ter apontado os holofotes.
Sejamos claros. Não é por acaso que o Governo prescinde de Carlos Santos Ferreira à frente da CGD. Era do interesse estratégico do PS conquistar o controlo do BCP. A CGD, na ordem relativa das coisas, era secundária. Valia a pena perder a presidência da Caixa — mantendo o controlo accionista — a favor de um prémio maior: o BCP.
publicado por Joana Alarcão às 14:53 | comentar | ver comentários (9) | partilhar