O regresso à Natureza (David Hockney)

É considerado pela crítica o maior pintor inglês vivo e senhor de uma extraordinária energia vital. Está numa fase, que ele próprio intitula, pós-fotográfica – denuncia que quase tudo o que nos tem sido mostrado nos últimos 70 anos (depois da última Grande Guerra) teve a intermediação de lentes, esse artefacto físico limitador de entendimentos maiores. Sentia-se vazio e quis voltar a algo mais verdadeiro, mais poderoso, deveras ilimitado – a Natureza – mas agora sem lentes, para uma maior amplitude. Deixou a Califórnia e regressou a Inglaterra, aos campos e florestas de Yorkshire, onde viveu a sua infância. Durante 7 anos pintou paisagens rurais, vezes sem conta, paisagem após paisagem, por vezes a mesma paisagem mas em diferentes estações do ano. Trabalhou que nem um louco e produziu algo monumental, são mais de 190 obras que estão desde a semana passada expostas no Museu Guggenheim em Bilbao (Espanha), até ao dia 15 de Setembro. “Una visión más amplia” é o nome da exposição.

 

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publicado por Victor Tavares Morais às 19:26 | comentar | ver comentários (1) | partilhar