Sábado, 14.01.12

Greater Sunrise

 

Timor-Leste vai ter um ano de 2012 decisivo para a sua viabilidade económica como país. Enquanto nação em construção vai continuar muito dependente dos recursos que conseguir mobilizar para educação e infraestruturação, recursos que poderão ter duas origens: a ajuda externa; ou os proveitos dos seus recursos energéticos.

Timor-Leste e a Austrália dividem enormes reservas de gás – o campo de Greater Sunrise. Mas somente 20% do campo está em território australiano, de acordo com os limites marítimos definidos pela lei internacional, direito marítimo que em 2002 Camberra mandou às urtigas. Os timorenses foram “voluntariamente" esbulhados dos seus legítimos direitos (há quem diga que foram só coagidos), quando aceitaram dividir 50/50 os impostos e os royalties dos recursos do gás de Greater Sunrise, e a abdicar de qualquer queixa judicial nos próximos 50 anos, relativamente aos limites fronteiriços do campo. Mas felizmente, tem resistido à pretensão das empresas do consórcio de, também, processar o gás num terminal flutuante ou em território australiano, dispensando qualquer investimento em Timor – um terminal de liquefacção de gás. Um golpe de misericórdia para este jovem país: nem investimento, nem energia para o desenvolvimento.

Espero que Timor-Leste não ceda a mais esta pretensão, e faça vingar a sua vontade, caso contrário aguente firme o impasse até ao início de 2013, quando ambas as partes tiverem o direito de cancelar o acordo original (se a produção de gás ainda não estiver em curso). Podemos até imaginar que, pelos confins da Ásia, não faltem outros e fortes interessados a emparceirarem com Timor.

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publicado por Victor Tavares Morais às 21:07 | comentar | ver comentários (9) | partilhar
Sábado, 19.01.08

Do âmbito exclusivamente partidário

António Martins da Cruz, presidente da Comissão de Relações Internacionais do PSD, definiu a sua visita a Díli como sendo «do âmbito exclusivamente partidário». No entanto, deslocou-se a Díli acompanhado por Rui Botica Santos, sócio-coordenador da sociedade portuguesa de advogados CRA (Coelho Ribeiro & Associados), de que é consultor (Lusa via DD, 18.1.2008).
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É impressão minha, ou há aqui algo que, pura simplesmente, não bate certo?
Não consigo perceber como é que a visita de Martins da Cruz pode ser «do âmbito exclusivamente partidário», se se deslocou acompanhado pelo sócio-coordenador de uma sociedade de advogados de que é consultor. Dito isto, desde que devidamente separadas, há alguma razão que impeça que a visita possa ter, de forma explícita e assumida, uma vertente partidária e outra empresarial? Não, pois não?
publicado por Joana Alarcão às 00:31 | comentar | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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